"Está nas mãos dos adultos de hoje elevar a consciência das crianças, orientando-as para uma vida mais equilibrada."
Paramahansa Yogananda

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Reflexologia Infantil para Bebés e Crianças


A Reflexologia podal é uma terapia efectiva, inocua e agradável, que estimula os orgão do corpo humano para que este encontre a sua harmonia e se cure a si proprio. Não é necessário estar doente para beneficiar da Reflexologia. Qualquer pessoa, em qualquer idade a pode recever, desde recem-nascido até uma pessoa mais idosa. A reflexologia conta já com muitos testemunhos a seu favor, de pessoas que sentiram os seus benefícios.


O principal: o bem estar do ser humano.

O segredo: a sua simplicidade e o prazer que é receber-la, a sensação de satisfação do proprio corpo e o calor humano que se recebe da pessoa que o facilita.


Para bébes e crianças

A Reflexologia não é somente indicada para bebés e crianças... mas sim largamente recomendada. Porquê? Por muitos motivos, dos quais iremos citar alguns, que são na sua essencia os mais importantes. Primeiro, fortalece a relação Mãe/Pai e filho, já que o contacto físico, a mensagem de prazer e calor humano é uma formidavel forma de comunicação. A criança sente-se apoiada desde os seus primeiros dias. Importante: muitas das situações de que a criança pode sofrer durate os primeiros meses de vida são reflexo imediato de carencias emocionais que a criança desenvolve por falta de contacto!

Segundo, ajuda o recem-nascido a adaptar o seu organismo ao seu novo meio de vida, à sua nova alimentação, acalmar angustias e ansiedades, ajuda-o a dormir, e principalmente... previne as colicas e a acumulação de gases. Os pais que tenham passado noites sem dormir com os filhos nos braço, sabem bem do que falamos....


Curso de reflexologia para Pais, bebés e crianças

Datas e horarios:21/7 (terça)22/7 (quarta)23/7 (quinta) 09h30 - 13h30

Total de 13h formativas.

Investimento: 180€ (inclui pai, mãe e filho)

Local da formação: Consultório Rafael (Av. Almirante Reis, nº 82 -1Esq).

Para mais informações e pré-inscrição contactar Reflexologia.infantil@gmail.com

Telefone: 962825529 (Fernanda Francisco)


Acupuntura Infantil


A acupuntura infantil pode tratar de vários problemas, sendo os mais comuns a agitação (hiperatividade), dores musculares, dificuldade para dormir, diarréia ou prisão de ventre, diminuição do apetite, enurese noturna (urinar na cama após três anos), resfriados, rinites, quadro de asma, entre outras doenças infantis.

Segundo o princípio aceito pelos especialistas, o organismo humano possui uma rede de canais, os meridianos, nos quais circulam energia. Nestes meridianos, ligados a órgãos vitais e víceras, encontram-se os pontos trabalhados pela acupuntura.

O tratamento não possui qualquer contra-indicação para os pequenos pacientes, ao contrário, são justamente as crianças, os pacientes que mais respondem ao tratamento, pois nelas, o fluxo de energia é mais superficial.
As tradicionais agulhas, também não são problema já que podem ser substituídas pela moxabustão, responsável pela estimulação através do calor. A medicação convencional, geralmente alopática, não é descartada, o que ocorre é que com o decorrer do tratamento, o pequeno paciente não fica tão dependente dos remédios.

Na aplicação da agulha, há a liberação de uma substancia (um neurotransmissor) que tem efeito analgésico local. A partir daí, a criança não sente mais dor e varias reações são desencadeadas, como a liberação de substancias que promovem a estimulação do sistema imunológico, alem de outras que promovem o efeito terapêutico desejado. Nesse sentido, a acupuntura utiliza recursos do próprio organismo para restaurar o equilíbrio. Ela tanto pode ser usada isoladamente como associada ao uso de remédios, mas diminui a quantidade e encurta o período de uso da medicação.O importante é que os pais não demonstrem sua ansiedade com relação ao método, pois, após o acupunturista ganhara a confiança da criança, esta entende e não sente medo.

fonte: Ariane ReolonPsicóloga; Acupuntora

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Educação para a Paz - A Pedagogia Neo-Humanista



"As crianças tem inclinação para brincadeiras. Assim, a sede de conhecimento na criança pode ser despertada por intemédio de brincadeiras, e somente através disso as crianças podem ser ensinadas. as crianças também naturalmente gostam de fantasias e histórias.
Por intermédio de histórias podem facilmente ser ensinadas às crianças a História e a Geografia de vários países. Elas também devem ser iniciadas nas lições primárias de Sádhana ou em como praticar o Universalismo em suas vidas.
O gosto por brincadeiras e o gosto por histórias são igualmente apreciados por uma criança, e assim ambas deveriam ser ultilizadas ao máximo."
"Educação significa conhecimento e compreenção próprios e adequados, em outras, palavras, consciência: isto é, quem sou eu e o que devo fazer."

P. R. Sarkar





A Pedagogia Neo-Humanista nasceu da filosofia Neo-humanista proposta por P.R. Sarkar (fundador da Ananda Marga) na India, com vistas a expandir e elevar os sentimentos humanos em direcção à Consciência Suprema, tornando o homem ciente das suas responsabilidades consigo mesmo e com relação aos seus irmãos e aos reinos dos animais e das plantas.

Essa perspectiva humana é posta em relevo no currículo da Educação Neo-Humanista para crianças, através de histórias, músicas, jogos, danças e exercícios rítmicos e energéticos, relaxamento e meditação de maneira a despertar nas crianças todas as suas potencialidades e trazendo-lhes equilíbrio físico, mental espiritual. Através desta educação de Amor as crianças desenvolvem o auto-conhecimento e o conhecimento objetivo.


Não é apenas uma educação intelectual, mas uma educação do coração!
Ela reconhece, sobretudo a importância da aprendizagem do Respeito e do Amor.

O propósito da educação Neo-humanista é de formar indivíduos que sejam verdadeiros exemplos de saúde física, capacidade mental, disciplina, higiene, moralidade, equiíbrio emocional e solidariedade e compaixão com toda a criação pelo despertar da intuição e espiritualidade.


As primeiras escolas Neo-Humanistas deste gênero surgiram na Índia em 1963. Devido ao enorme desenvolvimento das crianças nas três esferas fundamentais da vida: FÍSICA, MENTAL e ESPIRITUAL, as escolas Neo-Humanistas alcançaram grande reputação e, em 1975, seissentas dessas escolas já funcionava, em toda a Índia. Espalharam-se então por vários países do Oriente, da Europa e das Américas. Em Portugal estão a dar os primeiros passos.


A educação Neo-Humanista baseia-se em 10 princípios que norteiam todo trabalho


A Educação Neo-Humanista se baseia na premissa de que as crianças possuem um desejo inato de aprender a desenvolver-se. O objetivo é despertar a sede de conhecimento que se encontra no interior delas. Reconhece que existe em cada criança uma gama enorme de potencialidades e crê que ela pode esforçar-se para alcançar algo de grandioso.
A educação Neo-Humanista facilita o desenvolvimento de todos os níveis da personalidade humana: físico mental e espiritual. Reconhece que cada criança evolui em seu própro rítmo, e procura satisfazer suas necessidades individuais.

2. A educação baseada na ética:

A ética é a essência do desenvolvimento moral da criança.Os valores morais são a base de indivíduo equilibrado e de uma sociedade harmoniosa. O Neo-Humanismo tem 10 conceitos éticos universais que são permanentemente incentivados:
- Não cometer danos;- Veracidade;- Não roubar;- Amor Universal;- Vida simples;- Limpeza;- Coração contente;- Solidariedade;- Leitura inspiradora;- Meditação e auto-aperfeiçoamento

3. O despertar da consciência espiritual:

O pocesso de aprendizagem se enraíza na convicção de que o Universo é um todo integrado, dentro do qual se concebem as coisas. Isto fomenta um profundo sentimento de conecção consigo mesmo,e com os demais.Criando uma mudança de postura de vida mecânica e materialista para a totalidade e interdependência.
A apreciação espiritual significa um compromisso de cuidar toda a criação e de estimulr o desejo inato de saber "quem sou e qual é meu destino".

4. Enfoque integrador da aprendizagem

Em lugar de dividir o conhecimento em disciplinas acadêmicas separadas, a educação Neo-humanista estimula a multidisciplinariedade. Educação significa muito mais do que acumulação de dados, é a experiência viva do mundo como uma totalidade dinâmica e interrelacionada.

5. Cultivo da estética em todas as disciplinas:

Na educação Neo-humanista a apreciação e a experiência estética se difundem em todos os aspectos da aprendizagem. O currículo inclui a exploração organizada para desenvolver a imaginação criativa. A sutil expressão de beleza na música, arte, literatura e outros eleva a vida humana e nutre uma consciência maior.

6. Valorização da cultura própria e a de outros lugares:

O Neo-humanismo reconhece a importância da cultura na formação da cidadania de uma pessoa .Enfatiza o ensino da língua e as tradições locais, mas também reconhece a beleza e a importância de todas as culturas. As crianças aprendem a valorizar as semelhanças e diversidades culturais.

7. Uma nova consciência do meio ambiente:

A educação ambiental desenvolve as habilidades e valores necessários para a administração responsável dos recuros do nosso planeta. Desta forma ajuda as crianças a desenvolverem uma íntima e viva relação com a rede viva que os rodeia.

8. O educador como exemplo

O papel do educador é de suma importância. Já que o ensino pelo exemplo é primordial, os professores devem personificar as qualidades mais nobres da humanidade. "O professor deve possuir qualidades tais como: força de caráter, retidão, espírito de serviço social, uma personalidade inspiradora, desinteresse e habilidades de liderança". (P.R.Sarkar)

9. O espírito de serviço

A educação Neo-humanista não considera a educação como passaporte ao prestígio, ao previlégio, mas como uma responsabilidade de servir aos demais. A arte, ciência e o conhecimento estão dedicados ao serviço e ao bem estar de todos.

10. Expansão da consciência e sentido de justiça:

A educação Neo-humanista estimula a participação ativa nas mudanças sociais positivas. Os estudantes necessitam desenvolver uma consciência social e um sentido de justiça, para dessa forma discernir as estratégias de manipulação e os sentimentos discriminatórios que causam sofrimento a todos os seres.

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Amamentação - palavras de ajuda




Este post foi escrito pela Zélia do Clube do Pano, e apesar de já ser conhecido não queria deixar de partilhá-lo com todos vocês. Fiquei muito emocionada ao lê-lo e acho que pode ser uma ajuda a qualquer Mãe em desespero de ficar sem leite ou com outras dificuldades na amamentação.


Transcrição do post da Zélia:


"Este post é para uma amiga.
É difícil amamentar. Embora seja um processo natural. Embora pareça fácil. Embora ames o teu filho mais que tudo no mundo.

O que temos de saber é: queremos ou não amamentar?

Se queremos a regra numero um é fazer ouvidos moucos aos comentários das mães, sogras, amigas... Segue o teu coração. Segue o que sabes é melhor para ti e para o bebé.

Perguntas-me como fazer para ter mais leite. Nada.

Não faças nada.

Deixa que o bebé quando tem fome pede. E tu dás. Não esperes não sei quantas horas. A OMS saúde diz que o teu bebé deve mamar quando tem fome. Tu comes quando tens fome.

A tua mãe, sogra, marido e amigas todas, não ficam á espera da hora em que a enfermeira te mandou comer. Vais comer uma sandes, uma peça de fruta. Se tens sede? Não vais beber um copo de água?

Truques para ter leite bom: comer bem. Hidratos de carbono. Massa e pão e cereias. Comer alimentos variados e saudáveis. Apetece-te um doce, come. Apetece-te uma laranja? Come!

Não é preciso beber água demais!

Truques para ter mais leite: estás muito cansada? Descansa.

Truques para ter leite: não dar mais nada. O teu corpo produz leite. O leite não se acaba. Quando o bebé mama, o teu peito enche novamente. Quanto mais mama mais leite tens.

Consegues fazê-lo. Se quiseres, consegues. Porquê? Proque fazemos isto há milhares de anos. Porque o nosso leite é tão bom, que alguém se lembrou de fazer uma imitação rasca e chamá-la suplemento, que é caro, e que nós vamos comprar para dar um a fingir, quando temos o original, de graça, já aquecido e prontinho...

Somos capazes.

Mães famintas, subnutridas em países cheios de dificuldades e fome a sério dão do seu leite aos seus filhos e eles crescem e o leite delas cresce dentro delas.

Elas são capazes.

E tu tens de dizer que também és. Tens de acreditar nisso. Tens de ser mãe e não deixar que os outros todos te façam pensar ou sentir que és menos mãe.

Tu és a mãe. E dás leite. Leite bom. Leite que chegue.

Acreditas?

Eu acredito."


Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Workshop Babyoga 15 Maio


Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Temos cara nova

Pois é meus amigos 1 ano já se passou e em Fevereiro fizemos aninhos. Infelizmente o tempo não tem sido muito e não deu sequer para festejarmos o 1º ano do Blog "Mamãs, Bebés e Companhia". Mas como mais vale tarde do que nunca, aqui estamos nós mais crescidinhos e com uma nova cara.

No meio dos parabéns pelo Blog, várias pessoas chamaram-me a atenção o facto da antiga imagem ter um bebé a beber leite no biberão, ora isso vai contra toda a nossa filosofia. Inicialmente e no meio da correria simplesmente gostamos daquela imagem mas aquele biberão sempre nos fez torcer o nariz. O tempo foi passando e "amanhã vamos mudar isto", "amanhã vamos mudar isto" e o amanhã demorou quase 1 ano.

Espero que o Blog continue a desempenhar a sua função de passagem de informação e de ajuda às muitas Mamãs que vêm ao nosso encontro.

A todos aqueles que o Blog ajudou, a todos aqueles que fizeram com que valesse a pena guardar um pouquinho de tempo para vir para aqui, um muito obrigada.

Obrigada pela vossa partilha, cooperação e amizade!


Paz e Amor
Ana Sofia Barrias

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Saiba como as suas decisões afectam o relacionamento com os seus filhos




Hoje, ao conversar com um amigo meu e em tom de desabafo ele disse-me “a minha sobrinha de 5 meses está a passar por uma fase dificil. Não come, os pais não sabem o que fazer, nem os médicos. Esteve internada 4 dias a soro e não encontraram uma explicação. Não sabem o que fazer.
A minha pergunta foi “o que está ela a dizer aos pais repetidamente que eles não estão a conseguir perceber?

Consigo compreender e ler o desespero dos pais pois vivo aquilo que digo. Quando a minha segunda filha nasceu, estive aproximadamente 6 meses a viver esta situação. Uma situação de impotência, declaração assumida por mim na fase do efeito que apenas mudou, melhor, progrediu, para uma situação de consciencialização, declaração assumida por mim na fase de estar em causa, de ser responsável pelos meus actos.


Passo a explicar: está cientificamente provado que nós somos o reflexo do nosso grupo de influência, seja ele a nossa família, amigos ou colegas de profissão.
Está também provado cientificamente que num processo de comunicação, o que dizemos conta 7%, a forma como o dizemos conta 38% e o que fazemos conta 55%.
Se o que fazemos através da nossa linguagem corporal é aquilo que emitimos maioritariamente para quem nos rodeia, e quem nos rodeia são os nossos filhos, então o que lhes estamos realmente a passar? Que processo de influência é o nosso?
Como todos sabemos, as crianças no seu processo de crescimento, revelam-se como esponjas de aprendizagem, abertos a todos os estimulos, visuais, auditivos e cinestésicos, a qualquer tipo de informação, a qualquer forma de reagir positivamente ou negativamente dos seus grandes influenciadores: os pais.

Assim, compreendi há uns tempos atrás, que a forma que a minha filha tinha de reagir aos estimulos que eu lhe dava, era de completa falta de apetite.
Compreendi que a excitação e ansiedade que eu pensava que escondia, na realidade eram as primeiras coisas que ela absorvia.
Compreendi que aquilo que eu fazia e demonstrava era muito mais importante do que aquilo que eu lhe dizia.
Compreendi que o comportamento da minha filha era apenas um reflexo do meu comportamento.
Compreendi que ela precisava de uma resposta imediata, e que essa resposta tinha-a eu.
Compreendi que eu tenho essa responsabilidade como pai, e responsabilidade, é apenas e só, a habilidade de responder.


Estou muito grato à minha filha por me ensinar lições de vida tão importantes e por permitir que eu as passe a muitos pais, empresas e particulares, pois essa é a minha profissão. Através de palestras, workshops e cursos, ensino pessoas a assumirem a responsabilidade das suas vidas. Porque a mudança... começa em nós.

Para saber mais informações sobre Workshops e aconselhamentos consulte http://www.lifetraining.com.pt/

Fonte: Mário Caetano - pai de duas meninas e formador da Life Training - mario.caetano@lifetraining.com.pt

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Fraldas reutilizáveis - workshop da Ecologicalkids


FRALDAS REUTILIZÁVEIS
Mamãs, Papás e toda a família,
6ª feira (dia 13 fevereiro) às 18h30
WORKSHOP GRATUITO
sobre as fraldas reutilizáveis, as famosas fraldas de algodão, biodegradáveis amigas do bebé e do ambiente.
Este evento irá realizar-se no centro Mamãs & Companhia www.mamasecompanhia.pt
A entidade responsável por esta iniciativa é a Ecologicalkids www.ecologicalkids.pt
Mais informações e para reservar a sua vaga contactar mamasecompanhia@gmail.com

Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Feng Shui na decoração do quarto do Bebé

foto de artigos para quartos de bebe: www.iromababy.com.br


Renovação e Harmonia
são as palavras-chave quando se pensa em preparar a casa para a chegada do bebé.
De acordo com os ensinamentos do Feng Shui, o quarto ideal deve despertar harmoniosamente os cinco sentidos.



Uma das primeiras coisas que todas as mulheres sonham quando descobrem que estão grávidas é o futuro quarto do bebê. Decorar cada cantinho, arrumar cada roupinha na cômoda, escolher cada item de decoração é um prazer vivido durante os nove meses. E, para trazer ainda mais bem-estar ao novo morador da casa, nada melhor do que aplicar algumas técnicas do Feng Shui e harmonizar a energia do lugar onde seu bebê vai passar a maior parte do primeiro ano de vida.



É importante ressaltar que, antes de começar a arrumar o quarto do bebê, é preciso promover a renovação da casa e do próprio espírito”.

Uma das principais directrizes para deixar o ambiente harmônico é que ele deve estimular os cinco sentidos. O quarto do bebe é o seu santuário e por isso os pais devem deixar este cómodo com a energia equilibrada, para estimular a mente, o corpo e o espírito da criança durante seu crescimento.
Por exemplo, a visão é despertada através das cores, que devem ser neutras e suaves, e de móbiles, que se movimentam e são coloridos. Já o tacto é estimulado por tecidos agradáveis e macios. Evite roupas desconfortáveis, de tecidos sintéticos e muitos detalhes. Uma música tranqüila e em volume baixo ou um sino dos ventos aguça a audição. O olfato pode ser despertado através de aromas de ervas calmantes, como a camomila, e o paladar, quando você amamenta no quarto.




LOCALIZAÇÃO DO QUARTO



-Evite que ele se localize no final de corredores, pois a energia chega muito forte a esses pontos. Se não tiver outro jeito, pendure um espelho na porta ou um cristal multifacetado para quebrar a aceleração da energia.

- Procure escolher um cômodo que receba a luz do sol, pelo menos em algum momento do dia. Mantenha as janelas abertas e deixe a luz natural entrar. Mas evite que o sol bata diretamente no berço, para que não fique energizado demais.

- Caso o quarto da criança seja uma suíte, mantenha a porta do wc sempre fechada. Para quem não sabe, o wc rouba energia do quarto ao lado se sua porta fica aberta.




CORES DO QUARTO



A Cor é vibração, energia, estimulo e vida. Para estimular os sentidos da criança desde o nascimento, escolha bem as cores do quarto -da parede aos brinquedos. As cores tradicionais, como branco, azul e rosa, verde, areia e pêssego podem ser usadas em tons bem suaves ou pastéis. Mas nunca deixe o quarto do bebé monocromático. Uma cor só no ambiente não estimula a curiosidade da criança.
Defina uma cor para o quarto e coloque quadros, figuras, cortinas, móbiles e brinquedos de cores vivas -azul, verde, amarelo, laranja e lilás. Tome cuidado com o excesso de vermelho porque essa cor é muito estimulante. As cores fortes e quentes devem ser usadas com bom senso.



ASPECTO GERAL DO QUARTO




- Outra forma de estimular e aguçar a curiosidade e os sentidos das crianças é por meio dos movimentos, brilhos e sons. Podemos decorar o quarto com objectos como móbiles coloridos, sino dos ventos, bailarina dos ventos e cata-vento. Mas o ideal é retirá-los de cima do berço quando a criança for dormir

- Não utilizar móveis muito pesados nem excesso de móveis, pois poderá fazer com que o seu bebé se sinta preso/limitado. Móveis com formas arredondadas diminuem o perigo e não cortam a energia.

- Os pisos naturais, como por exemplo pisos de madeira que diminue a estagnação da energia e além disso são fáceis de limpar.

- Televisão e outros aparelhos eletrônicos devem ser evitados por causa da interferência eletromagnética.

- Não encha o berço com peluches, almofadas e enfeites. Eles estagnam a energia. O berço tem uma função de repouso e para renovar a energia do bebé.

- Mantenha o ambiente com boa iluminação natural durante o dia e com uma iluminação muito suave à noite sempre qu precisar ligar a luz)

- Boa ventilação, limpeza e arrumação são fundamentais. Mantenha o quarto sempre arrumado, limpo e arejado. Muita desordem no quarto dá um sentimento de confusão e frustração.
- A música deve ser suave e alegre para manter o bebé calmo.
- Deve haver várias fotografias do bebe e da sua familia para trabalhar a energia da familia.


POSIÇÃO DO BERÇO




- O berço deve ficar numa situação de domínio. A posição deve permitir que a criança veja quem está a entrar no quarto. Se isso não for possível, há duas curas: coloque um espelho que reflita a imagem de quem entra para o bebê ou instale um sino dos ventos na porta de forma que sempre que alguém entrar ele faça barulho e alerte o bebê para a chegada de uma pessoa.



- Evite que o berço fique diretamente na linha da porta, de frente para a porta. Isso porque a energia que circula normalmente por todos os cômodos entra acelerada pela porta podendo causar desconforto ao bebê, deixando-o irritado, agitado e com dificuldades para dormir.



- Não colocar o berço do bebé entre a porta e uma janela ou debaixo de uma janela, pois há um cruzamento directo de energia



Exemplo de um quarto com a disposição do berço numa posição desarmoniosa (opção 1). Aqui a cama está colocada entre a janela e a porta de entrada e em frente à entrada do quarto. Na opção 2 temos a sua remodelação para uma posição correcta (opção 2). Aqui o berço foi transferido para o canto mais protegido do quarto mas sempre de maneira a que o bebé tenha visão sobre quem entra no quarto.




- Nunca encoste o berço na parede que dá para o WC ou que dá para a sala com televisão. Isso consome a energia do bebê e ele não consegue relaxar durante a noite.



- Prateleiras e vigas expostas sobre o berço também não são uma boa escolha. A pressão que elas exercem acabam provocando dores de cabeça e sensação de opressão. Se for impossível encontrar outro lugar para o berço, pendure cristais ou prismas de água na viga para neutralizar a energia.


Fontes: http://www.clicfilhos.com.br/site/display_materia.jsp?titulo=Feng+Shui+para+decorar+o+quarto+do+seu+beb%EA
http://www.astrologosastrologia.com.pt/feng_shui&bebe.htm



A côr no quarto do bebé



Chegou a grande noticia. Que bom, o exame deu positivo. Quanta alegria. E quantos detalhes a decidir: o enxoval, a maternidade, o quarto... Qual a cor das paredes, dos móveis, dos enfeites? Quantos sites, quantas coisas lindas...
Mas qual a melhor cor para o quarto do bebê?
As cores devem ser sempre pastéis, preferencialmente azul, verde ou rosa. Por quê? Vamos analisar cada uma delas para vermos qual o motivo.


Vermelho
Ligado aos instintos básicos, ele aumenta a excitação, traz insônia e torna o bebê irritadiço e agitado. Se você gosta muito dessa cor, coloque algum brinquedo ou enfeite quando a criança for maior, tirando sempre que ela for dormir.


Laranja
Cor da criatividade. É interessante que o quarto tenha algumas peças dessa cor para aumentar a criatividade do seu bebê, mas elas devem ser tiradas sempre na hora de dormir, pois o laranja provoca insônia e irritabilidade. Ele não é tão nocivo quanto o vermelho, mas mesmo assim, deve ser evitado na hora do sono.


Amarelo
Cor do mental. Ajuda o raciocínio lógico. Da mesma forma que o laranja é interessante ter alguns brinquedos que devem sempre ser tirados na hora de dormir.


Rosa
Cor do amor universal. Excelente cor para o quarto, pois aumenta a amorosidade, acalma o bebê e traz um sono tranqüilo. Qualquer que seja a sua decoração é interessante colocar sob o berço uma pedra de quartzo rosa bruto. Mesmo que seja um menino você pode ajudá-lo a ser uma criança mais amorosa e mais calma.


Verde
Cor da saúde. Além de lindo, o quarto verde para seu bebê ajuda a acalmá-lo, trazendo um sono tranqüilo e repousante. Se você vai colocar uma lâmpada acesa todo o tempo no quarto coloque uma pequena lâmpada verde, pois ela ajuda a manter a saúde da criança. O verde é o antibiótico das cores.


Azul
Na sua tonalidade mais clara é a cor da comunicação e na tonalidade índigo é a cor da intuição. Tranqüiliza, acalma e ajuda seu bebê a se comunicar com o exterior.


Violeta
Cor da transmutação e da espiritualidade. Essa cor também acalma e traz sono tranqüilo, mas pode levar o bebê a ter mais dificuldade em comunicar-se com o exterior e a sonhar muito.

Acho que esta pequena explicação pode ajudá-la a escolher a cor do quarto desse presente que está por chegar. Agora tudo depende do seu bom gosto!

Silvia Fávero - Terapeuta Holística

10 Razões para o seu Bebé dormir consigo


Por Jan Hunt, Psicóloga Diretora do "The Natural Child Project"

1 - Uma família que dorme unida tem vantagem na facilidade com que o bebé pode ser amamentado, pois não é necessário ir buscá-lo a outro quarto para mamar. Uma mãe que amamenta numa "cama familiar" pode alimentar o seu filho facilmente, sem estar totalmente desperta e assim não deixa de obter o repouso de que necessita. Assim, dormir em família incentiva as mães a prolongarem a amamentação e todos os seus inúmeros benefícios por mais tempo.

2 - As falhas respiratórias são relativamente comuns nos primeiros meses de vida e se não forem evitadas ou socorridas podem degenerar em "síndrome de morte súbita infantil" (SMSI). Pesquisas recentes sugerem que dormir acompanhado pode ajudar a evitar essa triste ocorrência de duas maneiras. Primeiro, as pequisas mostraram que a respiração da mãe serve de compasso ao bebé, que, inconscientemente segue o mesmo padrão respiratório, evitando assim a ocorrência da SMSI(1). Segundo, mesmo que esse sistema falhe, a mãe está próxima para ajudar, acordando a criança. Uma mãe que amamenta tem ciclos de sono e sonhos coordenados com os do seu filho, o que a torna altamente sensível ao bebé. Se estiverem a dormir próximos, ela acorda automaticamente se houver uma falha respiratória mais longa. Mas se o bebé estiver sozinho, esta intervenção não será possível.

3 - No geral considera-se a asfixia como um risco de se dormir em família. Mas esse risco só existe em duas situações: um bebé que dorme num colchão de água, que o impede de se erguer quando necessário, e pais muito intoxicados com álcool ou drogas para atender a criança. É evidente que uma criança que sufoque por qualquer motivo (uma fita do pijama que se enrole no pescoço, vómitos durante o sono ou crises de asma) tem muito mais facilidade em acordar os seus pais se estiver a dormir perto deles do que se estiver a dormir noutro quarto.

4 - Qualquer perigo noturno é reduzido, se a criança tiver um adulto próximo. As crianças e os bebés morrem em incêncios, sofrem de abuso sexual por parte de familiares, caem da cama, são atacados por animais de estimação, sufocam com o vómito e podem ser feridos ou morrer de várias maneiras que poderiam ser evitadas por um pai ou uma mãe próximos.

5 - No geral existe a impressão errada de que dormir em família facilita o abuso sexual da criança por um dos pais. Mas a verdade é o oposto. É bem menos provável que os pais que criam profundos laços afetivos com seus filhos permanecendo próximos e disponíveis tanto de noite como de dia, tenham atitudes agressivas de qualquer tipo contra as crianças que eles amam e cuidam. Por outro lado o facto de uma criança dormir sozinha jamais foi uma boa proteção contra um pai ou uma mãe com intenção de abusar sexualmente, e pode mesmo facilitar a manutenção do segredo de um dos pais.

6 - O sono em conjunto também pode evitar a angústia da criança ajudando toda a família a obter o repouso necessário, principalmente quando a criança está sendo amamentada. A criança não precisa sofrer desnecessariamente nem chorar para chamar a sua mãe, e a mãe pode amamentar semi-desperta. Toda a família acorda descansada, sem os ressentimentos das noites perturbadas pelo choro do bebé. É mais fácil um pai ou uma mãe exaustos agredirem o filho do que se estiverem descansados e tiverem compartilhado o sono tranquilo da criança durante toda a noite.

7 - O choro é um sinal que a natureza inventou para alertar os pais, de modo a que as necessidades da criança sejam atendidas. Mas o choro prolongado cria tensão a toda a família. Quanto mais depressa as necessidades do bebé forem atendidas, mais tempo a criança e toda a família poderão repousar, e mais energia terão no dia seguinte. Uma mãe que dorme junto do seu bebé pode utilizar as reações insitintivas que uma mãe tem ao primeiro soluço do seu filho, e com isso evitar a necessidade de choro forte que é tão desconfortável para o bebé quanto para os outros membros da família.

8 - Um sentimento profundo de amor e confiança costuma desenvolver-se entre irmãos que dormem próximos, diminuindo a rivalidade entre os irmãos durante o dia. Irmãos que compartilham tanto a noite quanto o dia têm mais oportunidade de construir um relacionamento profundo e duradouro. Bebés e crianças que são separados de outros membros da família durante o dia (pais que trabalham, irmãos que vão à escola) podem se redimir parcialmente dessas ausências e reestabelecer vínculos emocionais importantes passando a noite juntos, além do agradável início de manhã em família que em geral não seria aproveitado noutra situação.

9 - Pesquisas sobre adultos em coma mostraram que a presença de outra pessoa no quarto melhora significativamente a frequência e o ritmo dos batimentos do coração e a pressão arterial. Parece razoável supor que crianças e bebés também desfrutem desses benefícios se dormirem com outras pessoas no quarto.
Uma criança que é igualmente cuidada de noite e de dia recebe confirmação constante de amor e apoio, em vez de precisar lidar com o medo, raiva e sentimento de abandono noite após noite.

10 - Crianças que se sentiram seguras dia e noite ao lado de uma mãe ou de um pai amoroso irão se tornar adultos que lidam melhor com as tensões inevitáveis da vida. Como John Holt afirmou com eloquência, ter o sentimento de amor e segurança no início da vida, em vez de "estragar com mimos" uma criança, é como "dinheiro no banco": um fundo de confiança, auto-estima e segurança interior a que a criança pode recorrer para enfrentar os desafios da vida.

(1) - É importante lembrar que o maior número de casos de SMSI ocorre nos países industrializados, onde, culturalmente, é mais comum que o bebé durma num quarto separado dos pais.

Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

Sobrevivência de Bebés no meio aquático

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O afogamento de um bebé é rápido e silencioso.
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Por muitos cuidados e prevenções que se tenham é sempre dificil garantirmos a segurança de um bebé quando existe água por perto pois nem sempre temos um adulto a testemunhar e a intervir nessa situação e qualquer descuido pode causar um acidente.
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Foi para essas situações que a escola ISR - Infant Swimming Resources criou os cursos de sobrevivência em meio aquático de bebés/crianças dos 6 meses aos 6 anos.
Esta escola situa-se nos Estados Unidos e ensina os bebés/crianças a rodarem sobre o seu corpo ficando de costas e encontrarem uma posição estável para flutuarem. Estas aulas são ensinadas em circunstâncias da vida real, ou seja, bebés totalmente vestidos, com sapatos, a chorar, etc.
Aos bebés mais crescidos é ensinado a nadarem, flutuarem para respirar e descançar e continuar a nadar até um sitio seguro.
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Deixo-vos um video que melhor explica o que acontece a um bebé quando cai dentro de água e como ele consegue automaticamente sobreviver sozinho até à chegada de um adulto. Este bebé tem 11 meses e teve só 3 semanas de aulas de ISR.
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Isto poderia acontecer com qualquer um dos nossos bebés.
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video
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Aromaterapia para Bebés e Crianças


Um cheirinho agradável no ar ou no banho? Também. Mas a aromaterapia vai muito além disso e pode ser um instrumento alternativo complementar para aliviar tensões e auxiliar no tratamento de doenças em todas as idades.
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A aromaterapia é o uso direccionado das propriedades particulares dos óleos essenciais e não apenas o uso de aromas agradáveis. Esses óleos essenciais 100% puros provêm de diferentes partes das plantas e preservam propriedades naturais responsáveis por suas características analgésicas, estimulantes, sedativas, anti-virais, imunoestimulantes e expectorantes, entre outras. Eles actuam nos planos físico, mental e energético do ser humano e podem ser utilizados em massagens, banhos, vaporizadores, em forma de cremes, loções, sprays. Proporcionam equilíbrio e harmonia.

De origem vegetal, os óleos essenciais têm composição química e, por isso, devem ser considerados matéria-prima que requer conhecimento específico para indicação. A química natural dos óleos essenciais 100% puros de origem botânica oferece componentes, ou princípios activos, que podem beneficiar o bem estar físico, na cabeça das pessoas os eus efeitos são significativos.


"O olfacto recebe as moléculas olfactivas do óleo essencial, que são encaminhadas para uma região do cérebro onde são descodificadas, como mensagens, e accionam campos emocionais que resgatam o equilíbrio."
Terapia complementar, a aromaterapia também pode ser usada de forma exclusiva, "porque ajuda a preparar o corpo e a mente para uma saúde completa".

Cuidando de Bebés e Crianças

A consulta a um aromaterapeuta especializado é indicada sempre, especialmente quando o tratamento for dirigido a crianças. Nesse caso, nem todos os óleos essenciais são recomendados e os cuidados com a diluição devem ser redobrados para os bem pequenos, com até três anos de idade.
Para bebés com menos de 3 anos
a Lavanda, Tangerina, Camomila e Tea Tree são os mais indicados.
Porém alguns procedimentos básicos, como usar uma gota na hora do banho, não oferecem risco. A Tangerina vai deixar a criança mais alegre, solta e feliz, enquanto a Lavanda serve para acalmar a agitação.

As formas mais comuns de utilização dos óleos essenciais são pingar gotas em difusores, associá-los a óleos de massagens, compressas, banhos. São procedimentos genéricos que servem como referencial. "Mas, geralmente utilizam-se poucas gostas porque esses óleos são preciosos e poderosos".
Hoje, muitos abusam do nome aromaterapia e da falta de conhecimento do consumidor.
O consumidor deve observar o tipo de frasco do produto, que deve ser escuro e nunca de plástico, o lacre perfeito e algumas referências como o país de origem, a indicação "botânico", nome legível do fornecedor e químico responsável.
"O aroma deve SEMPRE ser de origem natural (de preferência biológico ou biodinâmico) e não artificial, como muitos incensos, velas, óleos que andam no mercado a preços mais baratos."

Nos casos de gravidez, hipertensão, epilepsia, problemas no coração e peles sensíveis, consulte sempre um profissional da área.
Como Usar?


Óleos Vegetais: Para preparar um produto aromaterápico, devido à sua alta concentração, é necessário diluí-lo em outra base, e muitas vezes, o ideal é usar um óleo vegetal.
Os mais comuns são: Amêndoa Doce - Prunus amygdalus var dulcis / Germe de trigo - Triticum vulgare / Semente de uva - Vitis vinifera



Fonte: Alô Bebé - ABRAROMA (Associação Brasileira de Aromaterapia).

Domingo, 21 de Setembro de 2008

Andarilhos são sarilhos?

Imagem de Carla Antunes


O andarilho não ajuda a criança a caminhar mais cedo, sendo mesmo desadequado ao desenvolvimento da capacidade de marcha.

Os andarilhos são os equipamentos de puericultura que mais acidentes graves provocam. O andarilho (aranha, andador, voador) é uma espécie de cadeirinha suspensa sobre uma armação de metal e/ou plástico provida de rodas, que permite que a criança se desloque sozinha sobre o pavimento com o impulso dos pés.
A maioria dos pais acredita que os andarilhos permitem que a criança aprenda a andar mais cedo e com mais facilidade, sendo uma font_tag_tage de entretenimento para a mesma. Muitos pais vêem o andarilho como uma ama enquanto se dedicam a outras tarefas. O uso de andarilhos leva todos os dias aos hospitais portugueses pelo menos duas crianças, de acordo com a estimativa de um Estudo-Piloto da Incidência Nacional de Lesões Associadas a Acidentes com Andarilhos realizado durante ano 2004. O estudo, promovido pela Associação para a Segurança Infantil (APSI) e pela Unidade de Vigilância Pediátrica, reforça as conclusões de um outro estudo, do Observatório Nacional de Saúde, que aponta para cerca de 650 casos de acidentes com andarilhos por ano atendidos nos hospitais portugueses. Somam-se a estes os casos em que a criança é levada a outros serviços de urgência, aos centros de saúde ou em que a criança é tratada no infantário ou em casa.
As idades mais afectadas situam-se entre os 7 e os 15 meses de idade. A maioria dos casos (75%-96%) corresponde a quedas em escadas e mais de 60% das crianças acidentadas sofreram traumatismos cranianos.
A mobilidade e velocidade excessiva das crianças enquanto utilizadoras de andarilhos tornam este produto muito perigoso, devendo ser desencorajada a sua utilização. A velocidade de uma criança no interior de um daqueles aparelhos é de cerca de um metro por segundo, movendo-se de divisão em divisão sem qualquer controlo. A rapidez com que se desloca não permite aos pais, na maior parte dos casos, reagir a tempo de impedirem um acidente. Em mais de 50% dos acidentes com andarilhos há um adulto por perto. Quedas das escadas ou tropeções em desníveis fazem o andarilho virar-se, levando o bebé a bater com a cara ou com a cabeça no chão originando traumatismos cranianos, fracturas dos membros superiores e inferiores, cortes na língua e lábios e fracturas nos primeiros dentes, entre outros. A alta incidência de lesões no crânio e na face explica-se pelo facto de os bebés terem uma cabeça proporcionalmente muito grande e pesada e, por outro lado, terem os pés presos quando estão no andarilho.No andarilho a criança fica mais alta, chegando mais depressa aos objectos com os riscos inerentes e começando a puxar as toalhas e alcançando objectos que queimam ou cortam.
Uma das ideias de muitos pais é a de que o andarilho permite que a criança aprenda a andar mais cedo e com maior facilidade. Na verdade, não poderiam estar mais enganados! Segundo a Academia Americana de Pediatria e a Academia Americana de Medicina Familiar, as crianças que usam andarilhos têm mais dificuldade em gatinhar e andar do que as que nunca os utilizaram.
O andarilho não ajuda a criança a caminhar mais cedo, sendo mesmo desadequado ao desenvolvimento da capacidade de marcha.
O facto de a criança ficar em pé nos andarilhos impede-a de rolar, sentar ou gatinhar que são as bases para a aquisição da marcha. Além disso, como o bebé anda na ponta dos pés, causa tensão nos músculos das pernas atrasando o desenvolvimento e levando a posições pouco naturais.O Canadá foi o primeiro país a legislar a proibição da venda de andarilhos, em Abril de 2004. Em Portugal, a recomendação surge até no Boletim de Saúde Infantil e Juvenil: "Os andarilhos provocam muitos acidentes: quedas, entalões, queimaduras, pancadas na cabeça, e não ajudam a andar, pelo contrário, podem atrasar.
"Não deixe o seu filho andar de andarilho! Na prevenção é que está o ganho!
Fonte: Liliana Pinheiro, com a colaboração de Carla Sá, pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos em Braga

Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Cosleeping - Dormir em família


Polémica, entre pediatras e psicólogos, a partilha do sono (cosleeping, na terminologia anglo-saxã) é uma prática cada vez mais comum nas famílias ocidentais. Estudos feitos nos EUA indicam que o número de adultos que dormem rotineiramente com os filhos naquele país aumentou mais do dobro entre 1993 e 2000. Em 2003, o Estudo Nacional sobre a Posição para Dormir na Infância, conduzido pelos Institutos Nacionais de Saúde, concluiu que, num período de duas semanas, 45 por cento das crianças mais pequenas passavam alguma parte da noite na cama dos pais. O aumento crescente do número de adeptos do cosleeping levou mesmo a que especialistas cujo nome é sinónimo de credibilidade, como o médico Richard Ferber, guru norte-americano do sono pediátrico e outrora crítico frontal da partilha da cama entre pais e filhos, revissem as suas teorias.
Em meados dos anos 80, Ferber publicou um livro, «How to solve your child's sleep problems», por muitos considerado uma bíblia, onde espelhou o pensamento dominante sobre o sono dos bebés: para que consigam ver-se como seres independentes, as crianças precisam de aprender a dormir sozinhas.
Numa entrevista recente à Newsweek, por altura da reedição do livro, o médico, actual director do Centro das Perturbações Pediátricas do Sono do hospital pediátrico de Boston, afirmou que aquela é uma frase que gostaria de nunca ter escrito: «Era a ideia que dominava na altura, não era sequer a minha experiência nem a minha filosofia.»
As coisas mudam e Ferber defende agora que, «desde que resulte», cada família sabe o que é melhor para si em termos de rotinas de sono. Se a escolha recair sobre o cosleeping, muito bem, senão, muito bem na mesma. «As regras não servem para todos»
Pôr um bebé a dormir com os pais é ou não um erro do ponto de vista educacional?
De todo, diz Pedro Caldeira da Silva, pedopsiquiatra do Hospital Dona Estefânia. Pode até ser a solução para alguns problemas. O médico dá o exemplo dos bebés irritáveis ou difíceis de acalmar. Dormir com os pais é, por vezes, o caminho para a tranquilidade. Esse é, aliás, um dos conselhos terapêuticos que frequentemente dá quando lhe surgem casos desses. O medo de que os bebés se tornem «mimados» ou cheios de vícios por dormirem com os pais é infundado, esclarece Pedro Caldeira da Silva. «Dormir em família pode ajudar a regular o sono. Os bebés tornam-se mais calmos e os pais mais tranquilos.» Cada bebé é um bebé, diz Pedro Caldeira da Silva, e há bebés que «para se sentirem bem, precisam de dormir com os pais.» Outros não. É por isso que o médico raramente dá conselhos sobre o sono das crianças. «O que eu digo aos pais é: conheça o seu bebé.» Tal como os adultos, «as crianças têm necessidades individuais e características diferentes. Nenhuma regra serve para todas.» Desaconselhar (ou aconselhar!), genericamente, o cosleeping é, por isso, simplista. «Os especialistas metem-se muito onde não são chamados, inclusive na cama dos pais. Há muitas maneiras de adormecer um bebé.»
Em nome de uma amamentação de sucesso
A médica de família Celina Pires, impulsionadora de um programa para a promoção do aleitamento materno no Centro de Saúde de Belmonte, onde trabalha, partilha da mesma ideologia: «Não dou receitas, cabe a cada família decidir como quer dormir.» Celina Pires conhece bem o fenómeno do cosleeping. A taxa de amamentação das utentes do CS Belmonte é elevada. Para facilitar o processo, muitas mulheres decidem dormir junto dos seus bebés. «É mais fácil conciliarem os despertares nocturnos», explica a médica, autora também do primeiro site português sobre amamentação (www.leitematerno.org).
Com os sonhos em sintonia, mãe e bebé entendem-se quase sem dar por isso e a amamentação decorre sem que ambos estejam completamente despertos.«As mães que partilham a cama com os seus bebés têm tendência para dar de mamar durante mais tempo: as crianças mamam mais frequentemente e, assim, estimulam a produção de leite das mães», explica Celina Pires. Dormir em família em nome da amamentação e do repouso, portanto. «Estudos sobre o sono demonstram que as mães que partilham a cama com os seus bebés têm um sono mais longo e mais reparador», esclarece Celina Pires. Por seu lado, «os bebés que dormem com as mães têm menos episódios de apneia: devido à proximidade, é mais fácil detectar quando alguma coisa não está bem.» A atitude negativa da sociedade em geral e dos profissionais em particular sobre o cosleeping não tem fundamento científico, explica Celina Pires, acrescentando: «É um desejo legítimo querer dormir com os filhos e, excluindo situações de potencial risco para a morte súbita, não há razão nenhuma para que não se possa fazê-lo.»
O receio da morte súbita
Ainda assim, autoridades científicas como a Academia Americana de Pediatria (AAP) desaconselham a partilha da cama entre pais e filhos. A posição tem mesmo endurecido ao longo dos últimos anos, sobretudo desde que, em 1999 a Comissão de Protecção dos Consumidores nos EUA emitiu um comunicado a alertar para o risco de sufocação dos bebés quando estes dormem com os pais. A Comissão justificava a medida com os resultados de estudos que haviam estabelecido um risco maior de morte súbita quando os bebés dormem com os pais na mesma cama. Celina Pires questiona esta relação: «Esse risco é importante quando alguns dos adultos que dorme com o bebé é fumador. No entanto, quando nenhum dos pais fuma e o bebé tem mais de oito semanas, o risco é insignificante.» Que dizer, então, dos estudos nos quais a AAP se baseia para desaconselhar o cosleeping? «Nem todos os estudos avaliaram o consumo de álcool ou drogas por parte dos adultos, assim como não fizeram a distinção entre dormir em ambientes seguros ou inseguros, como os sofás, que já está demonstrado serem um factor de risco para a morte súbita», explica Celina Pires. Além disso, as investigações que existem «demonstram a associação entre duas variáveis [dormir com os pais e morte súbita do bebé], mas não podem definir um nexo de causalidade.» Isto mesmo defende um dos investigadores norte-americanos com mais créditos na área do cosleeping, James McKenna, professor na Universidade de Notre Dame e director do Laboratório Comportamental do Sono Mãe-Bebé da mesma instituição. Dormir na cama dos pais não pode ser considerado, por si só, um risco, diz McKenna. É preciso ter em conta os contextos individuais. O investigador critica o discurso negativo instituído sobre o cosleeping: «Dormir em família pode ser uma decisão responsável, reflexo da forma como os pais querem alimentar os seus bebés e maximizar o seu bem-estar», escreveu numa revisão recente sobre o assunto.
A segurança acima de tudo
- Fumar aumenta o risco de morte súbita. Se é fumadora, deverá tomar medidas para não adormecer com o bebé no seu leito, mesmo que nunca fume na cama.
- Nunca dormir com um bebé num sofá ou num cadeirão.
- Nunca durma com o seu bebé na mesma cama se ingeriu bebidas alcoólicas, consumiu qualquer tipo de droga, se tem alguma doença que possa alterar o seu estado de alerta ou se está particularmente cansada.
- Poderá ser mais seguro não partilhar a cama com um bebé prematuro, de baixo peso ou com temperatura elevada.
Leituras aconselhadas
«Bésame Mucho», Carlos González (Pergaminho) «No coração das emoções das crianças», Isabelle Filliozat (Pergaminho) «The baby sleep book: the complete guide to a good night's rest for the whole family», William Sears (Sears Parenting Library) «Soluções para noites sem choro», Elizabeth Pantley (M.Books)
fonte: iol

O Choro do Bebé


Aprender a lidar com o choro do bebé é talvez um dos maiores desafios que os recém papás terão de enfrentar. Um choro repetitivo pode deitar abaixo, física e psicologicamente, uma recém mamã ainda pouco confiante nas suas capacidades de progenitora. A frustração vai aumentando quando não se consegue identificar o motivo do choro. No entanto, não há como dar a volta: os bebés choram.

A primeira coisa a fazer é lembrar-se que o choro é o principal meio que o seu filho tem para comunicar consigo. Como tal nunca deve ser ignorado.

Com o tempo e através das tentativas, os pais vão aprendendo a traduzir as necessidades do bebé e a identificar o significado do choro.
Faz todo o sentido lembrarmo-nos da nossa condição de mamíferos e de como o simples contacto pele-com-pele pode promover maravilhas. Ainda, e tal como refere Jan Hunt, talvez seja também útil reflectir sobre se estaremos ou não a abusar das técnicas "de substituição" habitualmente usadas nas nossas sociedades ocidentais (ditas civilizadas) *para tentar consolar os nossos bebés:

ursinhos que substituem os pais, carrinhos em vez de braços, grades em vez de dormir juntos, chupetas em vez de mamar no peito, brinquedos em vez de atenção, caixinhas de música em lugar de vozes, leite em pó em vez de leite materno, cadeira de baloiço em lugar do colo - determinaram uma época de consumismo, isolamento pessoal e insatisfação emocional.

Deixo-vos uma espécie de "check-list" com os motivos mais comuns de choro. Pode ser uma ajuda para os primeiros tempos. Deve usar-se por esta ordem e quando não conseguirmos consolar o bebé passamos à hipótese seguinte.
- Fome
Esta é a principal razão de choro nos bebés, como tal deve ser sempre a primeira hipótese a ser colocada.Os bebés pequenos têm um estômago muito pequeno e, assim sendo, devem alimentar-se em pequenas quantidades e frequentemente (este é o ritmo natural dos bebés amamentados). Com o passar do tempo, é natural que a mãe aprenda a identificar as "pistas" de fome do bebé antes mesmo que ele comece a chorar, sendo essa a situação ideal, visto que o choro é um sinal de fome tardio. Essas "pistas" podem ser movimentos como encostar o nariz ao seu peito, fazer movimentos da boca em busca do peito, fazer movimentos de sucção ou pôr as mãos na boca. Mamar, para um bebé, não é apenas alimentar-se. Serve de consolo, alívio das dores e desconfortos, fá-lo sentir-se seguro e próximo da mãe.
- Solidão
Uma das necessidades mais importantes do bebé é o contacto pele-com-pele. Existe o "mito" de que se pegarmos muito no bebé ao colo ele fica "estragado com mimo". Isso não é verdade. Os bebés precisam de colo para se sentirem seguros. Muitas vezes o bebé acalma se lhe proporcionarmos um ambiente semelhante aquele que tinha no ventre materno. O colo vai transmitir-lhe tudo isso: calor, movimento, a voz da mãe e o bater do seu coração. O método do Dr Harvey Karp consiste precisamente em imitar as sensações recebidas no ventre.Os recém papás podem aprender a usar um pano, sling ou porta-bebés. Assim poderão dar colo e ao mesmo tempo ficar com as mãos libertas para outras tarefas.
- Desconforto
É preciso verificar se o bebé tem a fralda suja ou demasiado apertada, se a roupa tem costuras ou etiquetas que o possam incomodar. Também é possível que o bebé sinta desconforto se tiver demasiado frio ou demasiado calor. Muitas vezes o bebé chora na mudança da fralda ou enquanto é despido para o banho, simplesmente porque não gosta de sentir frio.
- Cansaço
Muitas vezes os bebés estão tão cansados que simplesmente não conseguem fechar os olhos e dormir. Por vezes podem estar sobrestimulados no final do dia, quando, por exemplo, tiveram muitas visitas, andaram de colo em colo, com muitas luzes, barulhos, etc. Neste caso, devemos levar o bebé para um sítio mais tranquilo, onde se reduzirá o nível de estimulos para que ele possa acalmar e descansar.
- Cólicas
Actualmente, os especialistas divergem quanto aos episódios de cólicas. E a verdade é que há situações em que simplesmente não se consegue descobrir porque é que o bebé chora nem se consegue consolá-lo. Então, esses episódios de choro rapidamente são defenidos como "cólicas". O melhor que podemos fazer é usar as mesmas estratégias já definidas acima para tentar consolar o bebé. Nestes casos, em que o bebé chora durante muito tempo, é igualmente importante que os pais se mantenham calmos, pois esta é uma situação bastante difícil e stressante. Se necessário peça ajuda a um familiar ou alguém de confiança para que possa descansar um pouco e manter o ânimo.
Apesar de todas as indicações aqui descritas, quando um bebé chora durante 2 horas ou mais, ininterruptamente (apesar de se terem feito esforços para o consolar) ou quando o choro é acompanhado de outro sintoma (vómitos, febre, diarreia, etc) torna-se necessário recorrer a um médico para que possa ser observado.
* Já que noutras sociedades menos desenvolvidas (em Africa ou na Ásia, por exemplo) cujos bebés crescem muito mais próximos, fisicamente, das suas mães, os níveis de choro são muitíssimo menores.


Fonte: aqui há bebe

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

No Mundo dos Contos de Fadas


Ler um conto de fadas a uma criança é muito mais do que contar-lhe uma qualquer história.
É dar-lhe asas e respostas para a vida.
Não deixe o seu filho em terra.


Os contos de fadas oferecem respostas para todas as dúvidas existenciais e angústias da infância. Muitos psicanalistas, psicoterapeutas e especialistas em desenvolvimento infantil estudaram a forma como estes contos actuam nas crianças que os escutam.


«Todos os problemas e ansiedades infantis, como a necessidade de amor, o medo do desamparo, da rejeição e da morte são colocados nos contos em lugares fora do tempo e do espaço, mas muito reais para as crianças», afirma o psicanalista Bruno Bettelheim no seu livro Psicanálise dos Contos de Fadas. Ainda segundo este autor, estes contos «são orientados para o futuro e guiam a criança na procura de uma existência mais independente». As personagens boas e más, sempre bem distintas, os obstáculos que enfrentam, os desfechos que não trazem finais felizes para todos, contribuem para a formação da personalidade, para o equilíbrio, para o bem-estar e contribuem também para a sabedoria e para a felicidade. Por isso são imprescindíveis na «dieta» das crianças. Hoje, são muitas as que passam «fome» deste alimento - porque é preciso crescer rápido, porque é preciso ser racional num mundo competitivo e, basicamente, porque o tempo parece não chegar. Mas há quem tenha sacudido o pó dos livros mais antigos e feito renascer a magia, servindo verdadeiros banquetes a meninos ávidos.

Contos de fadas à luz da pedagogia Waldorf

O ritmo de desenvolvimento das crianças, segundo esta pedagogia, é sagrado e deve ser respeitado. «Como defende Steiner (autor dos pressupostos teóricos em que se baseia a pedagogia Waldorf), os contos de fadas são incontornáveis a partir dos três, quatro anos. Até essa idade, incidimos nas histórias da natureza, menos elaboradas, com muito ritmo e lenga-lengas», explica Cláudia Valentim. «Até aos sete anos, os contos de fadas são muito importantes e é bom que as crianças tenham contacto com eles até essa idade, pelo menos, de preferência até aos 10.
Hoje, há muita tendência para apressar as crianças a crescer. Há pais e educadoras que dizem coisas como "Já és crescido para essas histórias" ou "Essas histórias são para bebés". Isso é um erro crasso», alerta. Além da importância de crescer sem pressas e livre da competição, a pedagogia Waldorf sublinha o valor dos conteúdos dos contos de fadas, afirmando que eles são o tesouro mais precioso da Humanidade. «É que estes contos falam de todas as verdades universais, falam-nos individualmente de cada assunto que nos preocupa em cada fase da vida, têm respostas para o que sentimos e podem ligar-nos ao nosso lado espiritual», explica Cláudia Valentim. «Há respostas a nível de valores, de ética, de construção da personalidade, respostas que vão contribuir para a formação de um ser humano feliz, centrado e com consciência de si próprio. Os contos de fadas são um alimento para a vida», resume.

Sem pressa
A criança identifica-se sempre com uma personagem da história, consoante a fase pela qual está a passar, tal como pode associar outras pessoas importantes da sua vida a outras personagens. Para que essa identificação seja mais fácil, as marionetas, segundo a pedagogia Waldorf, não devem ter rosto. Assim, é mais fácil para a criança imaginar. «As ilustrações não conseguem dar a mesma vivência de um teatro de marionetas, mas claro que também é importante contar estas histórias em casa», defende Cláudia Valentim. Importante também é escolher uma boa versão (Charles Perrault, Irmãos Grimm, Anderssen) e estar disponível. O que é muito diferente de ler a despachar. «Não se pode ler um conto de fadas com pressa ou cheio de stress. É preciso estar de alma e coração», alerta Cláudia. «Caso contrário, é preferível ler outro tipo de história», recomenda.


As crianças têm direito às versões originais

Há pais e educadores que caem na tentação alterar o fio da história. Põem a avozinha dentro do armário, em vez assumir que foi comida pelo lobo, ou que a Gata Borralheira não tinha mãe porque ela foi trabalhar para fora. Ora, todos os especialistas são unânimes em afirmar que as crianças não devem ser poupadas à violência que existe nestes contos e, mais, que esta violência é estruturante. A vida não é só cor-de-rosa. «A dor e a maldade fazem parte da vida e é bom que a criança se familiarize com essa realidade», defende Cláudia Valentim. «Quando se omitem partes da história está a privar-se a criança de elementos importantes. A criança também tem o seu lado mau e se ela sentir que há nas histórias quem passe por esses processos, quem falhe, ela vai identificar-se se saber que pode redimir-se», explica. Claro que tudo isto são processos inconscientes. E os especialistas também são unânimes quanto à necessidade de não ler a história com objectivos didácticos, sublinhando, no final, as «lições» que interessa aos pais passar. As crianças apreendem intuitivamente as mensagens relevantes. Aos pais basta-lhes estar disponíveis e acreditar no poder transformador da história. «Viver feliz para sempre» não tem de ser um exclusivo dos contos de fadas. A fantasia que se encontra nestas histórias contribui para que as crianças cresçam mais optimistas, sensíveis e confiantes. Afinal, acreditar que se pode viver feliz para sempre é determinante para que também a vida real tenha muitos finais felizes.


fonte: revista Pais&Filhos

O Banho do Bebé e a Pele


Está provado que os banhos demorados, com água muito quente e produtos agressivos, ainda que cheirosos, não fazem bem à pele dos bebés. Por isso, até já há quem prefira deixá-los sem banho.
O banho faz hoje parte da rotina diária de quase todos os bebés. Mas há quem comece a pôr em causa os efeitos de tal intensidade de lavagens, defendendo que é mais saudável para a pele fazer intervalos maiores entre os banhos. Até já há os «radicais da porcaria», ou seja, aqueles que só dão banho ao bebé quando o seu cheiro começa a incomodar. Tudo, dizem, em nome da sua saúde.

Entre esta opção e os prolongados banhos de imersão, às vezes mais do que um por dia, com espumas cheirosas, haverá um meio termo ideal. Michael Cork, especialista em dermatologia da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, defende, citado pela revista Junior, que é inquestionável a relação directa entre o número crescente de casos de eczema atópico e o excesso de banhos com produtos agressivos para a pele. Na sua opinião, «se continuarmos a expor a pele das crianças a estes agentes, a prevalência do eczema atópico vai aumentar ainda mais».


Em Portugal, estima-se que 10 por cento das crianças sofra desta patologia. Em 80 por cento dessas crianças, o problema manifesta-se no primeiro ano de vida. Manuela Cochito, dermatologista, continua a defender o banho diário, mas dá instruções precisas para que este não se torne prejudicial para a pele: «Os banhos devem ser rápidos - entrar e sair - com água não muito quente e usando produtos que respeitem e protejam a pele». Ou seja, deixar o bebé de molho, todos os dias, durante 15 ou 30 minutos não é, de todo, o melhor para a pele, pois vai destruir a sua barreira natural de protecção. Mais ainda se forem usados produtos de higiene agressivos, por muito bem que eles cheirem.

Na opinião desta especialista, é o ambiente asséptico que os pais criam em volta do bebé que está na origem da crescente incidência de problemas alérgicos e de pele e não os banhos diários: «Existe um aumento da poluição e do número de antigéneos agressivos, por um lado, e uma tentativa de tornar asséptico o ambiente em que o bebé cresce, por outro. Esteriliza-se tudo, cria-se uma espécie de redoma que é muito pouco saudável. O sistema imunológico vai reagir mal quando entrar em contacto com esses antigéneos. Para que passe a reagir de forma normal, até já há umas vacinas orais que são precisamente um estímulo para o sistema imunológico, pondo-o em contacto com certos agentes», explica. É claro que o banho é, para muitas crianças, um momento privilegiado de brincadeira. E que entrar e sair a correr não tem tanta graça como ficar a chapinhar e a brincar. Mas esses banhos demorados devem tornar-se a excepção e não a regra. Pode também optar-se por deixar o bebé brincar antes do banho, dentro da banheira, enchendo de água um alguidar pequeno, onde se colocam os seus brinquedos preferidos. Assim não estará «de molho», mas poderá divertir-se na mesma.

Quando a pele é sensível!

Se um bebé com pele normal não tomar banho todos os dias «não vem grande mal ao mundo», defende Manuela Cochito. O mesmo não acontece quando se trata de um bebé com um predisposição genética para problemas de pele: «Está cientificamente provado que retirar o banho diário da rotina de uma criança com eczema atópico, por exemplo, vai agravar a sua situação. Isto acontece porque existe uma bactéria - o estafilococos aureus - que se desenvolve quando a pele mais sensível não é lavada, agravando o problema. Essa bactéria é eliminada no banho, tal como as células mortas da pele, e isso é um factor protector. É claro que devem ser usados produtos adequados.


Não esquecer!
· O sabonete ou gel de banho deve ter um ph neutro para não secar muito a pele.
· A água deve estar tépida ou pouco quente.
· Após o banho e a secagem com uma toalha, sem friccionar, aplicar um creme hidratante no corpo todo.
· Deve ter à mão tudo o que é preciso para o banho do bebé e para o vestir a seguir.- Não o deixe sozinho, nem por um minuto. É preciso muito pouca água para um bebé se afogar.


fonte: iolmãe

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Leite de vaca: mitos e realidades



No mundo ocidental é amplamente divulgado a necessidade obrigatória de beber 3 copos de leite por dia para combater a osteoporose e como constituinte importante numa alimentação equilibrada.
Na realidade este conceito não é universal, é enfatizado sobretudo nos países onde a indústria dos lacticinios tem um grande peso económico. Portanto é fundamental analisarmos vários aspectos relativos ao leite para que assim cada pessoa possa fazer uma escolha consciente possuindo o máximo de informação possivel.
Composição do leite (por 100 grs)
- proteínas (3,29%): caseína (82%) e proteinas de soro (18%)
- gorduras (3,34%): predominantemente gorduras saturadas com 65,8% do conteúdo total de gordura e liquidas á temperatura ambiente ao contrário das outras gorduras animais. Contêm colesterol.
- hidratos de carbono (4,66%): lactose
- água (88%)
- vitaminas especialmente em maior quantidade: B2, B12 (esta perde-se entre 10 a 20 % pela pasteurização e esterilizaçãpo UHT)
- minerais: cálcio (o mais abundante), iodo, zinco, sódio, fósforo
(dados do Dr.Pamplona Roger - médico especialista em cirurgia geral e do aparelho digestivo e autor do livro"A Saúde pela Alimentação")
Processamento do leite
Como o leite cru pode transmitir muitas doenças, é obrigatóriamente pasteurizado e esterilizado nos países desenvolvidos. A pasteurização submete o leite a uma temperatura de 74º C durante 15 segundos e a ultrapasteurização ou esterilização UHT submete o leite a temperaturas muito altas, mas pouco tempo, entre 2,5 - 5 segundos. Desta forma destroem-se muitas bactérias patogénicas que procedem das tetas das vacas, em cuja superficie muitas vezes existem restos de matérias fecais contaminadas.
Vantagens do leite
- É sem dúvida um alimento muito completo e variado em nutrientes, mas pobre em vitamina C e ferro.
- Tem poucas calorias se for desnatado.
- Não produz ácido úrico ao contrário da carne ou mesmo das leguminosas.
- Habitualmente fala-se na prevenção da osteoporose, mas irei abordar esse assunto mais tarde.
Inconvenientes do leite:
O seu consumo habitual e excessivo causa ou agrava várias doenças, tais como:
transtornos digestivos: sindrome do colón irritável, diabetes, cataratas, enfarte (devido á lactose se for em excesso) anemia ferropénica (por ser deficitário em vitamina C e ferro) consumo excessivo está relacionado com cancro da mama, ovário, próstata, colón, linfoma (abordarei este assunto mais tarde) contra-indicado para quem tem intolerância á lactose e alergia ao leite de vaca (vómitos, diarreias, eczemas) e galactosemia pode agravar doenças auto imunes como é o caso da artrite reumatóide.





Diferenças entre o leite materno e o leite da vaca para o bebé

Em primeiro lugar é óbvio que o leite segregado pela fêmea de uma espécie é o adequado á mesma com todos os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento. O leite de vaca é adequado ao seu bezerro e o leite da mulher ao seu bebé.
O leite da vaca satisfaz as necessidades de um bezerro que nasce com mais ou menos 30 kgs e que vai ficar adulto em 3 anos, a criança nasce com uma média de 3 kgs e tornar-se-á adulto em 20 anos. Basta olhar com naturalidade para este facto para percebermos que dar leite de vaca a um bebé não é adequado á sua frágil estrutura.
Além disso o leite materno também contêm substâncias que permitem o cérebro da criança desenvolver-se mais harmoniosamente.
Muitas vezes o bebé manifesta intolerância a algumas proteinas do leite de vaca, especialmente a beta-lactoglobulina e a albumina que juntas são responsáveis pelos microsangramentos intestinais dos bebés com menos de 6 meses.
O ferro também é melhor absorvido através do leite da mãe e por isso algumas crianças que sejam alimentadas desde cedo com leite de vaca manifestam anemia.
A lactose do leite humano contribui para a acidez das fezes do bebé, protegendo-o do desenvolvimento da Escherichia Coli e de gastroenterites. O leite de vaca não tem essa propriedade.
O factor bifidus do leite de vaca é 40 vezes menos activo do que o leite materno.
Em geral, os minerais do leite materno são 4 vezes superiores aos do leite de vaca e melhor absorvidos. O leite de vaca contêm 3 vezes mais cálcio e 8 vezes mais fósforo do que o leite materno (temos que nos lembrar que os seus componentes são adequados a um bezerro de pelo menos 30 kgs), mas a "pobreza" de cálcio do leite materno não apresenta nenhum inconveniente pois as necessidades do bebé são completamente satisfeitas, enquanto que o elevado teor de fósforo do leite de vaca diminui a absorção de cálcio na criança.
Quanto ás vitaminas, o leite materno proporciona à criança as vitaminas C e D indispensáveis para o seu crescimento.
O aleitamento materno tem um papel fundamental na prevenção do cancro, tanto para a mãe que amamenta como para a criança futuramente, assim como diminui drásticamente a intolerância ao leite e derivados na criança amamentada.
O leite materno contêm todas as substâncias fundamentais e muda de composição em função da duração da amamentação. O ideal é que seja no minimo 6 meses.
O leite materno tem propriedades que não são encontradas de modo algum no leite de vaca:
efeito antibactericida (protege contra as enterobactérias, previne gastroenterites e diminui riscos de infecções)
efeito antiviral (raramente têm otites - graças aos anti-corpos do leite materno)
estão mais protegidos do sindrome de "morte súbita" do lactente
propriedades anti-alérgicas (raramente se emcontram casos de eczemas, asma, febre dos fenos)

(dados do Dr. Raphael Nogier - médico e consultor da OMS - extraidos do livro "O leite que ameaça as mulheres" )



"Quem quer que esteja ainda reduzido ao leite, não pode acompanhar um raciocinio sobre o que é justo, porque é uma criança. Os adultos pelo contrário, tomam alimentos sólidos, já que pela prática têm as faculdades exercitadas para discernir o que é bom do que é mau"
Hebreus 5: 13-14

A polémica do leite remonta a vários séculos, como se pode ver neste verso biblico apesar de nessa época não existir a industrialização do leite e dos lacticinios como nos dias de hoje, mas podemos comprovar que de facto o leite é apenas para as crianças.
Aliás, este pensamento continua a vigorar em todo o Oriente e felizmente para eles que assim não se deparam com os problemas de saúde tão graves como no Ocidente.
Antes da industrialização a vaca fornecia mais ou menos um litro de leite por dia, sendo que era utilizado para fabricar manteiga tão importante naquela época para ajudar nos invernos rigorosos e alimentava-se de erva no campo. Hoje em dia, é-lhe retirado vários litros de leite por dia, vive fechada em cubiculos e come farinha, que por sinal contem ossos e subprodutos de outros animais mortos e que foram aproveitados para as alimentar.
A vaca é um animal herbívoro por excelência e ao ser alimentada com farinha de carne ( e muitas vezes de animais doentes, como foi o caso que aconteceu com a BSE), estamos a destruir completamente o seu aparelho digestivo natural. Não é de admirar que as vacas ficassem LOUCAS!
Nos E.U.A., "graças á engenharia genética" as vacas ainda produzem mais leite, pois é-lhes injectada uma hormona de crescimento genéticamente modificada, que se chama rBST e significa somatotropina bovina recombinante e é a junção da hormona IGF-1 com a bactéria E.Coli.
Tanto quanto sei, esta hormona foi recusada pela União Europeia, portanto as vacas europeias estão a salvo desta desgraça, contudo não estamos livres dos efeitos nefastos do IGF-1 do leite.
O IGF-1 (Insuline Growth Factor) é uma hormona de crescimento natural que existe nas vacas e também no ser humano. Para nosso "azar" o IGF-1 bovino e o IGF-1 humano são iguais em estrutura, número (70) e sequência de aminoácidos e como tal o leite tem um potencial muito grande de exercer uma influência poderosa sobre a actividade celular humana, pois o nosso corpo não a reconhece como algo estranho.
O leite está cheio de hormonas de crescimento que sobrevivem á digestão porque o próprio leite actua como um inibidor de enzimas, diluindo o ácido do estômago e mudando o ambiente normal do pH de 1,8 para 6.
Além deste aspecto, a caseína, o tamanho reduzido dos glóbulos de gordura (devido á homogeneização) e a maior permeabilidade celular, todos contribuem para a sobrevivência da actividade hormonal.
Derivado de vários factores o leite torna-se um potencial causador de cancro embora não directamente. Todos nós temos células que degeneram por erros de reprodução celular, derivado de toxinas, virus, poluição, tabaco, gorduras, medicamentos, etc , mas o nosso sistema imunitário vai lidando com esses erros ao longo da nossa vida.
Contudo, com um excesso de IGF-1 no organismo, esta batalha torna-se cada vez mais dificil, pois por ser uma hormona de crescimento vai permitir que as células cancerigenas existentes cresçam e se expandam a várias partes do corpo.
Nos paises onde o consumo de leite e lacticinios é mais elevado é onde se encontra o maior nivel de cancro de mama, de ovário, próstata.
O Dr. Raphaël Nogier tem este estudo bem documentado a nivel mundial no seu livro "O leite que ameaça as mulheres". Relembro que ele é médico e consultor da OMS.
Se, de facto fosse necessário ingerir leite a vida toda, o nosso corpo teria todos os mecanismos adequados para isso e não nos faria alimentar de outra espécie, o que é caso único na Natureza. Será porque o Homem é a espécie mais inteligente que isso acontece????
Além disso a enzima que digere o leite torna-se total ou parcialmente inactiva após a infância. Então porque é que continuamos a ingerir um alimento que não é bem aceite pelo corpo????
No reino animal, os animais mais fortes são herbívoros, o que significa que não só não comem carne, como também não bebem leite além do periodo natural da infância e da sua espécie. São resistentes, pacificos, têm as vidas mais longas e ossos muito fortes. Creio que a Natureza nos ensina muito, mas o ser humano como espécie mais inteligente, não vê......!
É interessante que os animais irracionais, não têm o tipo de problemas derivados da alimentação como nós. Mas....os nossos animais domésticos especialmente cães e gatos aos quais tão carinhosamente damos um pratinho de leite de vaca, estão a ser vitimas de vários tipos de cancro, o que raramente acontece com os animais selvagens......!
Precisamos de repensar os nossos hábitos e questionar a publicidade e muitos dados adquiridos errados na nossa cultura.
Leitura recomendada:"Leite: Alimento ou veneno?" - Robert Cohen


fonte: alquimiaalimentar.com

Os primeiros dentes do seu bebé



Os primeiros dentes do seu filho devem começar a nascer, ao fim do primeiro ano. Se isso não acontecer, consulte o seu médico, pois alguma coisa de errado se deve estar a passar. Se por outro lado, tudo está a correr bem, então tenha bem presente que a conservação dos dentes de leite, é proporcionada pela higiene e saúde oral da sua criança.
Aqui, ficam algumas dúvidas que se levantam nesta altura, relacionadas com o nascimento dos dentes do seu filho.
O ideal é os dentes começarem a nascer dos 3 aos 12 meses. Se nascem depois ou se o bebé já vem com algum à nascença, pode não ser muito positivo. De início, as crianças começam a babar-se com muita intensidade, ficam nervosas, choram com muita frequência, têm as gengivas inchadas e enrijecidas. Pode igualmente, surgir diarreia, alterações gastrointestinais, gases, irritação no rabinho e, mais raramente, um pouco de febre. Estes indícios são sinónimo de que, os dentes estão para vir.
A produção de saliva, mais do que o habitual, tem a ver com as transformações nas gengivas, provocada pelo rompimento dos dentes. A criança sofre um pouco com o nascer dos dentes. É uma sensação, como quando o adulto está a passar pela fase de rompimento do dente do siso. A dor varia de criança para criança, não sendo igual para todas.
Os mordedores são uma boa forma de consolo. Ao menos a criança, morde um objecto que é seguro. Os bebés necessitam de morder, pois é uma das formas de exploração dos objectos, e ajuda-os a acalmar a dor e a fazer com que o dente, perfure melhor a mucosa.
O paracetamol poderá aliviá-los, ou alguma pomada, sem açúcar, desde que a mesma seja indicada pelo médico.
A presença de um odontopediatra é muito útil, porque é a pessoa indicada para este tipo de processo. Analisa a erupção do dente, a oclusão, a relação entre as gengivas e os alvéolos. Ainda que os dentes de leite, caiam mais tarde, são eles que marcam o lugar decisivo para os restantes que nascerão a seu tempo.
Nesta idade detecta-se toda a produção e realização correcta, desta zona. Pode verificar-se facilmente se a criança, tem ou não algum problema: se mastiga bem, se faz a deglutição de forma correcta, se os alvéolos estão coordenados, etc.
A cárie é um dos problemas que perturba os mais velhos e os mais novos. Mas, se as mesmas surgem logo nos dentes de leite, verifica-se o início da dor e da infecção. Claro, que isto influenciará os dentes definitivos.
As cáries nos bebés podem surgir porque, o bebé ficou a dormir com o biberão na boca, ou então porque se molhou a chupeta em mel ou em açúcar. O contacto dos dentes com o leite, por um período longo de tempo não é o mais satisfatório, nem com coisas doces, como o mel e o açúcar.

Algumas crianças, negam-se a mastigar. Isto acontece porque, lhe é causada dor pelas cáries ou malformações no esmalte. O que acontece é que a língua, é colocada no meio dos dentes para que os alimentos, não vão mais além. Preferem por isso os líquidos, do que os alimentos sólidos.
As gengivas devem ser começadas logo a limpar, com um bocadinho de gaze molhada em água, que servirá também para quando nascer o primeiro dente. Devem ser também limpas, as gengivas, quando se acaba de dar o biberão à criança. A escova podem ser começada a usar, a partir dos nove meses. Os especialistas devem prescrever a dose e, determinar a quantidade de flúor presente na água da criança. Este flúor sistémico deve ser recomendado pelo médico, dos 6 meses aos 12 anos, para garantir a boa formação dos dentes. O uso externo a partir desta fase, já é amplamente recomendado. Precavenha-se e, informe-se com um odontopediatra.


fonte: abc do bebe

Estudo: sorriso do bebé é droga natural para a mãe


Um estudo conduzido por investigadores americanos sugere que o sorriso de um bebé pode provocar na mãe uma reação de prazer semelhante à que se obtém com o uso de drogas.A equipa de especialistas, do Texa's Children Hospital, realizou uma experiência com 28 mães de primeira viagem, cujos filhos tinham entre 5 e 10 meses de idade.

As mães voluntárias foram submetidas a exames de ressonância magnética enquanto olhavam para fotografias dos seus próprios filhos e de crianças desconhecidas.Algumas fotos mostravam as crianças a sorrir, enquanto outras revelavam expressões neutras ou de tristeza. O exame mostrava o fluxo sanguíneo nos cérebros das mães e as áreas cerebrais mais activas à medida que elas olhavam para as fotos.Os investigadores verificaram que as mães ao verem imagens dos seus filhos a sorrir, áreas do cérebro associadas à recompensa e ao prazer ficaram “ligadas” ao mesmo tempo em que observaram o aumento da produção da substância química dopamina.

A dopamina estimula o sistema nervoso central, produzindo adrenalina, e está por detrás da dependência por jogo, álcool e drogas.Isto pode significar que ver o sorriso do próprio filho pode ser uma espécie de onda natural para as mães.A força da reação cerebral variava com a expressão facial dos bebés. Os investigadores verificaram maior actividade cerebral quando as mães viam as fotos de seus filhos a sorrir. Ao ver expressões de tristeza nos seus bebés a reação do cérebro era bem menor.Os investigadores observaram, também, poucas diferenças entre as actividades cerebrais das mães quando viam fotos de seus bebés a chorar e as suas reações ao ver imagens de crianças desconhecidas a chorar.Os especialistas afirmam que o estudo, divulgado na publicação científica Pediatrics, pode explicar a forte ligação entre mães e filhos.



fonte: ciencia hoje

Tummy Tub


É última moda para o banho dos bebés, no Reino Unido vende-se a uma velocidade tal que chegam a ser vendidos 100 por dia. O nome oficial deste gadget é TummyTub e é uma “banheira” para bebés concebida, na Holanda, há mais de uma década. Segundo os seus autores, facilita a transição do útero materno para o novo mundo. Os bebés, dentro deste recipiente, adaptam-se facilmente à posição fetal e permanecem calmos e relaxados. O plástico usado é transparente, para facilitar a visualização do bebé, não é tóxico e é reciclável. Não existem arestas cortantes, a sua base é anti-derrapante e o centro de gravidade, colocado muito em baixo, permite uma grande estabilidade e segurança. O facto de ser um reservatório de reduzidas dimensões permite poupar água e energia, mantendo-a quente durante cerca de 20 minutos. Mesmo quando está cheio é fácil de transportar, não só pelo seu reduzido peso, mas também porque têm uma pega ergonómica.
A Tummy tub tem sido testada na Alemanha e na Grã-Bretanha. Com o peso do bebé diminuído devido à água e com a pressão que ela exerce, o bebé fica totalmente seguro e firme; O anel de borracha na base do balde garante a estabilidade, o que fornece segurança para os pais e especialmente para o bebé; A Tummy tub foi projectada de modo que se mantenha firme e seguro, sem perigo de virar; O material da banheira é especial e não tóxico; Tummy tub possui o selo de qualidade TÜV da Alemanha. TÜV "PROVEN SAFETY" - Segurança comprovada

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

Babyoga - Aulas Experimentais em Sintra

Como prometido aqui estão as novidades do espaço em Sintra em que iremos também fazer as aulas experimentais grauitas de Babyoga.


Sintra

Clínica de Reabilitação de Sintra
(fica ao lado do Centro Cultural Olga Cadaval)
Duração: todo o mês de Julho (a partir desta data terá de ser feita uma nova inscrição para quem quiser continuar)
Horário: durante a semana e aos Sábados (a combinar com o CRCintra)
Professora: Ana Sofia Barrias

As aulas têm uma duração de 45 minutos, são 1X por semana e têm um custo por mês de 5€ de inscrição..

Para quem se quiser inscrever pode telefonar para a CRCintra: 21 923 31 00

Para quem quiser mais informações pode consultar os sites:

http://babyogaportugal.blogspot.com/
http://www.babyogaportugal.com/
http://www.crcintra.com/

Venham experimentar e vão ADORAR!

Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Babyoga - Aulas Experimentais


Pois é caros amigos, iniciei as aulas de Babyoga com o meu filho há uns meses e rendi-me totalmente ao Yoga para Bebés. Apaixonei-me pela actividade e resolvi dedicar a minha vida à prática de Babyoga e espalhar Amor e Carinho a todos os Bebés e seus Pais.

Tirei a formação de professores de Babyoga com a Sandra Matos e agora faço parte da equipa de Babyoga Portugal. Posso-vos dizer que foi maravilhoso o tempo que a equipa toda passou junta, tudo o que aprendemos, partilhamos e toda a boa energia que se gerou ao longo dos dias. O manual de formação do Babyoga é muito bem elaborado e algo extenso, quem está de fora não faz a mínima ideia do trabalho exaustivo que está por detrás desta actividade.

Estamos agora na fase da certificação e para tal precisamos de ser avaliadas pela nossa prática nas aulas, assim surgem as aulas experimentais gratuitas de Babyoga.

O entusiasmo é muito, saber que vamos poder participar de toda uma partilha de Amor, União, Respeito e Compreensão.

Assim os níveis e locais são:
-1º nível: das 6 semanas aos 8/9 meses
-2º nível: dos 8/9 meses aos 2 anos

Lisboa - Picoas
Mamãs & Companhia (fica ao lado da MAC)
Duração: inicio a 16 de Junho e término a 30 de Julho (a partir desta data será pago uma mensalidade para quem quiser continuar)
Horário: 2ª feiras às 15:00h e 4ª feiras às 15:00h
Professora: Ana sofia Barrias

As aulas têm uma duração de 45 minutos e são 1X por semana.

Para quem quiser mais informações pode ir aos respectivos sites ou telefonar para 21 354 02 97

http://babyogaportugal.blogspot.com/

http://www.babyogaportugal.com/

http://www.mamasecompanhia.pt/


Está em negociação uma instituição em Sintra. Mais detalhes serão colocados brevemente.

Com muito Amor no Coração

Domingo, 25 de Maio de 2008

Alimentação do Bebé Vegetariano





Há sempre muita dificuldade em saber o que se pode dar aos bebés, a partir do momento em que começam a comer. Embora se deva privilegiar sempre o leite materno o máximo de tempo possível (o ideal será o bebé só ingerir alimentos sólidos quando tiver dentes), após os 6 meses de vida do bebé, há muita coisa que se lhe pode dar!


Aos 4 meses podem usar-se farinhas de arroz, amido de milho (conhecido por maisena), ou tapioca, que são cereais sem glúten. Os bebés muito gordos não devem comer papas de cereais, podem começar com os caldos de legumes que, embora não engordem tanto, são mais nutritivos. Não esquecer que o pão ou as bolachas (a não ser que sejam de arroz ou milho, por exemplo) têm glúten e que, portanto, só podem ser dados após os 6 meses. Também não se deve adicionar leite às farinhas lácteas porque estas já têm leite adicionado (geralmente de vaca) e, se nós, ainda por cima, juntarmos mais leite, isso vai provocar uma sobrecarga para o fígado e os rins do bebé, podendo levar à desidratação, obesidade, doenças cardiovasculares, insuficiência renal ou diabetes. Há farinhas sem leite adicionado ou então com leite para lactentes ou de transição (que tem um leite mais adequado a um bebé).Ao introduzir novos alimentos, convém ser sempre um de cada vez durante uma semana, para ver as reacções do bebé.




A partir dos 4 a 6 meses, o bebé pode comer pêra, banana ou maçã , tudo sempre bem maduro. As frutas têm um efeito mais laxante (ajudam a barriguinha do bebé a funcionar melhor) e previnem melhor as cáries se forem trituradas com o garfo, em vez de se usar a varinha.




A partir dos 6 meses, podem ir-se introduzindo outras frutas, tais como o pêssego, alperce ou frutos secos cozidos que não tenham casca rija - ameixa, tâmara, alperce. Os citrinos e frutos com grainhas (laranja, kiwi, tomate, morango, framboesa, amora, uva) só devem ser introduzidos após os 12 meses. Os frutos de casca rija (nozes, amendoins, etc) só devem ser dados à criança após os 3 anos de idade, devido às alergias que podem causar.Também a partir dos 6 meses o bebé pode começar a comer sopa – a princípio um caldo simples - de alface, abóbora, cenoura, batata doce, batata, couve-flor, feijão-verde, alho-francês, lentilhas sem casca (cor-de-laranja), alho, cebola, tronchuda, penca, vagem, ou agrião, sempre muito bem passado e introduzindo um, o máximo dois ingredientes novos por semana.


Após os 6 meses o bebé pode, também, comer tofu e soja fina misturada na sopa, assim como cuscuz. O tofu deve ser fresco (o de frasco é menos saudável para o bebé). É um alimento de fácil digestão e bastante suave. Deve ser cozido e juntar-se a papas e sopas.A partir dos 6 meses, podem dar-se papas de cereais naturais, como aveia, centeio, trigo, espelta, etc.

A partir dos 8/9 meses pode dar-se farinha de pau, açorda, massa, puré de batata e/ou beterraba, sempre com cuidado para que o bebé não se engasgue. Os nabos e espinafres só devem ser introduzidos após os 9 meses, e as leguminosas (feijão, grão, favas, ervilhas), bem cozidas, a partir dos 12 meses. O iogurte natural de soja, o arroz integral muito bem cozido, o bulgur e o millet podem ser dados a partir dos 9 meses, tendo sempre em conta as reacções da criança - cuidado, aliás, que se deve ter com todos os alimentos. Também nesta idade o bebé pode consumir levedura de cerveja ou gérmen de trigo misturado nas sopas ou papas.
Aos 12 meses pode começar a dar-se seitan ao bebé, assim como o leite de soja para adultos (enriquecido com vitamina B12) e outros leites vegetais (de arroz, aveia), embora se recomende um leite de soja adequado a bebés até, pelo menos, aos 18 meses, se não estiver a ser amamentado. Quanto ao seitan, este, no início, deve ser cozido juntamente com legumes e triturado na sopa. Depois, pode ir-se dando aos pedacinhos. Deve preferir-se a versão biológica, sem molho de soja adicionado.Se o bebé não for amamentado, recomenda-se que lhe seja dado um suplemento de vitamina B12, ou um leite de fórmula vegano enriquecido com esta vitamina, cujo excesso no organismo não provoca quaisquer efeitos negativos, sendo eliminado naturalmente. Esta vitamina não se encontra em quantidades suficientes nos alimentos vegetais e a sua carência provoca graves danos a nível do sistema nervoso. Enquanto o bebé for amamentado, basta que a mãe vegetariana/vegana tome um suplemento de vitamina B12 e/ou ingira alimentos enriquecidos com essa vitamina. Ao amamentar, as vitaminas e os nutrientes que a mãe obtém através da alimentação ou de suplementos, passam para o leite e deste para o bebé.

Conselho: compre sempre que possa produtos de origem biológica.

http://www.espiral.pt/

fonte:centro vegetariano

Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Fraldas de Pano Vs Fraldas Descartáveis


Apesar da nossa grande dedicação aos nossos filhos, nem sequer pensamos no efeito da maioria das coisas que lhes pomos. Somos felizes (e sortudas) por termos acesso a utensílios que para nós nos parecem terem sempre existido.

Assim funciona, por exemplo com as fraldas descartáveis: são modernas (no tempo das nossas mães, eram um luxo) e tão convenientes (não nos dão qualquer trabalho)

Apresentam-nos assim como uma pequena maravilha que facilita muito a vida, “totalmente indispensável”. Paralelamente, as fraldas de pano são “péssimas”, pouco prácticas, envolvem lavagens á mão, pôr a branquear ao sol, esfregar e ainda por cima não são tão eficientes.

Eu também pensava assim. Mas qual não foi a minha surpresa, quando gradualmente descobri uns bons milhares de pessoas que usavam fraldas de pano, uma enorme comunidade paralela sobre o tema das fraldas de pano, os foruns sobre os diferentes tipos e modelos de fraldas de pano e toda uma lista de dezenas de marcas comerciais também de fraldas de pano.

Como sou curiosa pela maioria das coisas e gosto muito de aprender, comecei por aí a vasculhar o tema e sem preconceitos, decidi experimentar.

As primeiras fraldas que obtive foram um fiasco total... passado uns meses, voltei á carga com outro tipo de fraldas laváveis... e estas também não me conveceram.

O tema despertou ainda mais o bichinho da curiosidade, e comecei a aprofundá-lo e decidi experimentar as várias marcas no mercado. Tal qual experiência científica, encomendei um tipo de cada uma, estudei os materiais, eficiência, receptividade por parte do bebé, lavagem, secagem etc.

Ao todo, foram mais de 10 marcas as que experimentei e acabei por adorar as melhores de eleição.
Em comparação com as fraldas descartáveis a minha conclusão foi:
- Têm muito menos fugas do que as outras
- São mais ecologicas
- São mais confortaveis

A utilização, é muito fácil. Como sai do bebé, vão a lavar á máquina. Como saiem da máquina, poem-se a secar, e voltam-se a colocar no bebé. Simples, não é? Claro está que a quantidade de roupa para lavar aumenta, mas duma forma geral, esse aumento não parece significativo .
É economica.

Quanto gastamos em fraldas descartáveis?
- 28 fraldas de recem nascido, - € 6.16euros - €0.22/ fralda.
- 122 fraldas tamanho 4 - €18 euros - €0.14 / fralda.

Se considerarmos que em média cada fralda custa €0.15 e que cada bebé usa cerca de 6 fraldas (no minimo) por dia..., são €0.90/dia, o que representa no minimo €328 em fraldas. Se contarmos com dois anos de fraldas, temos €660, no minimo.
Em alternativa, fraldas de pano (as minhas preferidas)
€15-20 no maximo. Tenho 15 fraldas (o que é suficiente), gasto cerca de €300 num conjunto, adaptáveis a bebés de vários tamanhos e idades.
No final ainda posso vendê-las (sim, existe um enorme mercado enorme de fraldas de pano em segunda mão... por exemplo, no Reino Unido, estas fraldas podem ser vendidas a €13-14, dependendo das condições), e reaver parte do dinheiro. Mesmo considerando os gastos na lavagem.... a diferença parece-me significativa (metade do preço).

Temos depois a ecológica. Nesta poderemos considerar sobretudo duas vertentes.

Primeiro a diminuição de lixo produzido.
Uma fralda demora cerca de 500 anos a degradar-se. É um tipo de material que não deve ser incinerado, pois liberta componentes tóxicos para a atmosfera. Cerca de 50% do lixo de um casal com um filho, é devido ás fraldas descartáveis. Em UK, por exemplo, este problema é de tal modo grave que muitas camaras municipais dão apoios financeiros para o uso das fraldas de pano,de modo a poder diminuir a quantidade de lixo produzido.


Segundo, evita-se o enorme gasto de materiais.
Para se produzirem as fraldas de cada bebé estima-se que se tenham de abater cerca de 7 árvores. As fraldas descartáveis têm entre outros componentes, lámina de polietileno, tissue, adesivos Termofusibles, tela hidrofóbica (polipropileno), tela hidrofílica, elásticos, cintas laterais e frontais, celulosa, polímero super absorvente.

Uma estimativa para Portugal se considerarmos que cada bebé usa cerca de 6 fraldas por dia, em média, e que temos cerca de 11000 bebes nascidos por ano, produzimos cerca 66 000 fraldas por dia para cada ano de nascimentos. Tendo em conta que os bebés usam fraldas durante dois anos, temos então 132 000 fraldas por dia. Se multiplicamos por 365dias, temos 48 180 000 fraldas por ano usadas e a decompor durante 500 anos nos nossos aterros... é no minimo aterrador.


Depois temos vantagens ao nivel da saude.
Por um lado estamos a colocar nos nossos filhos materiais naturais, respiraveis. Muitas substancias usadas nas fraldas descartáveis são potencialmente nocivas a saúde dos nossos bebés. Por exeplo, o TBT (uma substancia usada para pintar os barcos) foi proibidas após estudos revelarem o efeito que tinha infertilidade e mudança de sexo de muitos animais marinhos (http://www.theecologist.net/files/articulos/21_art6.asp).
Alguns estudos consideram que os materiais usados nas fraldas descartáveis podem aumentar a temperatura nos orgãos genitais (escroto) o que pode, entre outros factores, estar relacionado com o decrescimo de fertilidade. No entanto este efeito têm sido polémico, e outros estudos não evidenciam nenhuma diferença.


Diminuem a frequência de dermatites (rabinhos assados) tipicas das fraldas descartáveis.
Para além disso, também há dados que indicam que os bebés ao usarem fraldas de pano, ganham mais facilmente consciência das suas excreções e dos seus ritmos de higiene, deixando por isso, o uso de fraldas mais cedo.


Temos ainda vantagens ao nivel do conforto. Gosta mais de usar cuecas com ou sem penso higiénico? Se não usa lingerie descartável, porque há-de o seu filho usar?


As vantagens são numerosas. Aconselho que experimentem pelo menos a usar fraldas de pano no vosso bebé, pois embora o seu uso represente uma adaptação de hábitos, o esforço vale a pena, para si e para o seu bebé.

Resumidamente, existem tres tipos:

1. Todo em um

São compostas por uma capa exterior impermeável, e varias capas interiores de materiais absorventes, por exemplo flanela. Muitas vezes, algumas capas saem de fralda para facilitar a sua secagem. São práticas de colocar, mas difíceis de secar. Dizem que são menos absorventes e que o absorvente vai diminuindo a capacidade com o uso. Ex. Kooshies, Popolino, Bumwear

2. Duas peças

São compostas por duas peças separadas: uma capa impermeável (a que usualmente chamam cobertor) e um interior absorvente separado. A capa pode ser usado várias vezes. O interior pode ser pré formatado (parecido com o formato de uma fralda descartável) ou dobrável (tecido turco, flanela, algodão, etc. que se dobram com o formato de fralda). O interior pode não precisar de fecho, precisar de um fecho tipo pinça de três (comprado em separado, substitui os antigos alfinetes de dama) ou com velcro/molas de plástico. Secam mais rápido e são mais económicas (o mesmo cobertor pode ser usado varias vezes, de modo que são necessários menos cobertores que interiores, no entanto, dão trabalho a montar e normalmente avultam muito no bebé. Capas e interiores pré-dobrados: ex. Bambino Mio, Cotonea, Imse-vimse, Popolino, Totsbots; Interiores dobráveis: Koala, Bambino Mio



3. Recheáveis

São compostas por uma peça que têm um forro interior (normalmente de tecido suave, tipo sempre seco- micro-fleece, swedecloth, etc.) e a capa exterior (normalmente de tecido impermeável respirável, tipo PUL, fleece (forro polar de alta densidade) ou windpro, etc.), com um bolso (espaço entre as duas capas, onde se colocam os absorventes. Os absorventes podem ser com a forma de penso higiénico, (de materiais como flanela, cânhamo, polar, etc.) ou uma fralda clássica pré-dobrada. A capa seca muito rápido, e pode sempre ser usada também como cobertor (ver em cima)...de facto sai praticamente seca da máquina de lavar. Não avultam muito, sendo quase similares a uma fralda descartável. A quantidade de absorvente (que varia de bebé para bebé, e com o crescimento deste) é fácil de alterar. Assim um bebé que faça mais chi-chi, apenas temos que adicionar mais compressas absorventes ou mudar o material destas. Têm de se montar e são (de um modo geral) mais caras. Geralmente, a capa em contacto com a pele do bebé (sempre seca) não é de 100% algodão.

Ex. Tamanho único: Mummy’s Touch, Wonderoos, Lulu nature, Bumgenius, Ethangelie (this one, I am not sure), P'tits Dessous, Magicalls (now it is the natural baby company), Teonature, Tit chouc; Vários tamanhos: Swaddlebees, Fuzzi Bunz, Bumwear, Nature Babies Stuffables, Green acre designs Happy Heiny’s, Exotic baby (15 euros), Tibabi, cherigogotte


Independentemente do tipo de fralda, estas podem ser colocadas com molas de plástico, com velcro ou 'pinzas', e podem ter vários tamanhos de acordo com o peso do bebé ou ser de tamanho único. As de tamanho único, saem mais económicas (pois geralmente duram do nascimento até os ~15 kg), mas geralmente encaixam pior (tendo por conseguinte, mais facilidade em ter fugas). De um modo geral, são laváveis na máquina a 60º, e podem ir à máquina de secar roupa.

Se quiserem procurar na net, em espanhol chamam-se ‘pañales’, em francês ‘couches’, em inglês ‘nappies’ ou ‘diapers’.


Como faze-las?
Para os mais atrevidos, há muitas páginas que ensinam como se fazem (sobretudo, páginas australianas e neo-zelandesas). As palavras chave para procurar neste caso são: 'nappies patterns'


Páginas com instruções (como fazer fraldas de pano) e moldes: http://bubbaearth.com.au/modules/mylinks/viewcat.php?cid=2



fonte: Marta da BebéBoom

Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Educação para a Paz - A Pedagogia Waldorf


"O nosso verdadeiro papel, como educadores, é o de remover dificuldades. Cada criança traz das regiões divinas algo de novo para o mundo, e é nossa tarefa como educadores a remoção dos obstáculos físicos e psíquicos do seu caminho, de forma a permitir que seu espírito penetre a vida em total liberdade." Rudolf Steiner



A Pedagogia Waldorf nasceu no início do século passado, com Rudolf Steiner, filósofo alemão, que estabeleceu as bases da Antroposofia, que aglutina um vasto leque de conhecimentos científicos e espirituais, tanto do Ocidente, como do Oriente.
A Pedagogia Waldorf surgiu no decorrer dessas pesquisas na esfera da educação, onde Rudolf Steiner inseriu as suas teorias, de forma prática, em salas de aula. A grande missão da Pedagogia Waldorf consiste em considerar o aluno como um ser integral, dotado, além de seu corpo físico, de corpos subtis, como o corpo etérico, anímico e espiritual. Assim, o professor Waldorf tem como tarefa perceber que a criança é um ser dotado de aptidões e talentos que precisam ser despertados e encaminhados de forma harmoniosa.
Na época, esta visão pedagógica revolucionou o ensino acadêmico, que se baseava em excesso de estímulos intelectuais, e o tornou mais consciente em relação à profundidade do universo infantil.
Rudolf Steiner ofereceu diversas ferramentas didáticas, ensinando os professores a como envolver a criança com narração de contos e histórias, aproximando-a da natureza, mostrando como partir de exemplos do dia-a-dia para explicar os conceitos abstratos, transformando as aulas, dessa forma, em vivências ricas e profundas.
Cabe a um professor Waldorf trazer o mundo para a sala de aula. Para isso, ele deve ser um artista, e todo o ensino, uma obra de arte.
Nas escolas Waldorf, o ensino artístico é muito valorizado, como mediador entre a atividade pensante e a atividade física, pois através da arte, o sentimento flui como elemento regenerador e harmonizador.
Desse modo, nas escolas Waldorf, as aulas de música, canto, pintura, recitação de poemas e euritmia (arte do movimento) encontram lugar de destaque.
Nas aulas de trabalhos manuais, as crianças aprendem a tecer, tricotar, costurar, modelar e a trabalhar com madeira, esculpindo, forjando, criando, e, reconhecendo nesses trabalhos, as conquistas da humanidade ao longo de sua história. É também uma forma de se ter contato com a matéria, além de ser estimulado o ritmo, a vontade e o respeito pelos trabalhos manuais.
Outra particularidade das escolas Waldorf, é que não se utilizam livros didácticos, deixando que os alunos construam seus próprios livros, anotando e desenhando nos seus cadernos, dando vida, criatividade e individualidade ao seu próprio material didático.
As notas também não fazem parte da Pedagogia Waldorf, por não representarem a totalidade da criança. O professor Waldorf acompanha. lecionando na mesma classe por oito anos seguidos, o que lhe permite conhecer profundamente cada aluno e apoiá-lo nos seus talentos e dificuldades.
Na visão de Steiner, todo ensino deveria ser terapêutico. Leva-se sempre em consideração a faixa etária de desenvolvimento da criança e do jovem, os chamados setênios, que auxiliam na elaboração e exploração do conteúdo das aulas.
A Pedagogia Waldorf incentiva nas crianças a visão de que o mundo é bom, no primeiro setênio, de que o mundo é belo, no segundo setênio e de que o mundo é verdadeiro, no terceiro setênio. Possibilitando que as crianças vivenciem essas imagens no dia-a-dia da escola, esses ideais florescem como qualidades anímicas e mais tarde, no adulto, se tornam traços positivos de carácter.

A Criança Sensível numa Sociedade Hiperativa




Elas estão entre nós, por toda a parte. É fácil percebê-las. São muito activas, olhar penetrante, alegres e profundas. Falam de coisas que, aparentemente, não tem conexão com a vida que estão a viver. São lembranças internas, fluindo para o dia-a-dia. São crianças sensíveis, que vieram com uma missão: juntas ajudarão a transformar e reorganizar nossa confusa sociedade. Elas estão aqui para nos lembrar que os grandes mestres da Humanidade já nos deram e ainda nos dão, os variados mapas, a escolher, do caminho a percorrer para encontrar a harmonia dentro de si.
Essas crianças estão a chegar com um alerta: parem um pouco, questionem os vossos hábitos, acalmem-se, respirem. Vamos juntos ajudar a praticar os valores espirituais que temos dentro de nós e nos perguntar: Quem sou eu? Eu sou essa embalagem que um dia terei que deixar, ou sou algo além dela? Qual é a minha missão maior? Interna ou externa?

Numa sociedade hiperactiva como a nossa, essas crianças são consideradas como desajustadas. Elas vêem com propostas absurdas como: arranjar tempo para passear de mãos dadas, observar o pequeno mundo mágico dos insectos, de ter tempo livre para uma tarde no parque. Calma! Elas não querem nos fazer mal. Vieram para nos fazer lembrar que somos seres perfeitos por herança divina. Não são elas as hiperativas: somos nós.
O seu interior apenas anseia por retomar o contato com os ensinamentos espirituais profundos que já tiveram contacto e sentem-se incomodadas e irritadas quando não são colocadas num ambiente adequado. Sem contacto com a natureza, sem carinho e atenção que necessitam no dia-a-dia, com excesso de estímulos eletrônicos, sem poderem expressar-se artisticamente através da música ou da arte, enfim, sem poder exercer a sua espiritualidade no cotidiano, sentem-se tolhidas na sua grandeza. Como queremos que elas se comportem bem?
Não está a ser oferecido a estas crianças, o alimento adequado para sua alma. Não compreendemos que para acalmá-las, basta fornecer a simplicidade de uma vida equilibrada. Permitir que elas possam brincar com objectos simples, instruí-las para sintonizar-se com a Natureza e com a sua própria natureza, viver de acordo com seu ritmo infantil e não ao ritmo acelerado e estressante do universo adulto, serem preservadas de conteúdos que a despertem precocemente para a sexualidade, serem alimentadas com histórias dos heróis de verdade, que ensinam sobre as verdadeiras virtudes e valores, ou seja, anseiam por um alimento espiritual forte e claro, fazendo com que elas se sintam seguras, confiantes e felizes.

Estas crianças querem ser tratadas como almas individualizadas, e estão sedentas do conhecimento divino. Estas crianças sensíveis vieram para nos recordar de tudo isso. E o que nós adultos fazemos com ela? O novo nos causa pânico e mal-estar. As mudanças assustam-nos. Os comportamentos não catalogados surpreendem-nos.
Levianamente rotulamos essas crianças de hiperactivas. Drogamos essas crianças, como fazemos com a nossa criança interior, quando ela pede calma, atenção e aconchego. Não compreendemos a grandeza da missão desses pequenos seres. Não percebemos que eles vieram para nos ensinar que todos precisamos de tempo, amor e proteção. E se quisermos ajudar a reconstruir essa frenética sociedade, precisamos procurar a paz dentro de nós, e não fora.

E em última instância, tudo que essas crianças estão desesperadamente a cobrar é muito amor. O amor é a chave para a compreensão do seu universo. Dê amor a uma criança assim e ela compreenderá tudo que lhe disser. Mas sem essa chave, nada e ninguém poderá penetrar no seu mundo. Elas podem tornar-se autistas, hiperactivas ou portadores de doenças graves.
Mas como lhes podemos oferecer isto, se nós adultos não sabemos o que é, onde comprar, como encontrá-lo?
E é aí, neste ponto, que a nossa sociedade deve parar e se reajustar. O amor é como uma onda gigantesca, adormecida dentro de nós, que nos envolve totalmente quando permitimos que ele se manifeste, dando-nos um tempo para simplesmente existir, sem nenhum tipo de cobrança, explicação ou subterfúgios. Quando permitimos despir a capa do ego e olhar para dentro da alma. Quando deixamos fluir o que somos em essência. Não é algo novo. Ele já está pronto, dentro de nós. Precisamos apenas tirar os véus que o cobrem. Os véus da pressa, do egoísmo, da ansiedade, da irritação, da vaidade, da ambição: vejam, quantos véus inúteis a travar a nossa felicidade. E assim compreendermos totalmente esses seres divinos, que podem ser nossos filhos, filhos de amigos, nossos alunos, não importa. Todos somos responsáveis pela felicidade das crianças do planeta.


Elas vieram para nos ensinar. Aproveitem!



Fonte: Maeve Vida e Lígia Miragaia https://omnisciencia.locaweb.com.br/loja/artigos.php?artigo=MTA=

Ser ou não ser Vegetariano


Albert Einstein,Albert Schweitzer,Aléxis Carrel,Annie Besant, Beethoven, Bernard Shaw, Bob Dylan, Buda, Byron, Carl Segan, C.W. Leadbeater, Cerva ntes, Confucio,. Cuvier, Darwin, Descartes, Diógenes, Epicuro, Francis Bacon, Franklin,Gandhi,Gibran Kalil Gibran, Goethe, Ernest Haeckel, H.G. Wells, Isaac B. Singer, Isaac Newton, Jean-Jacques Rousseau, Krishnamurti, Lao Tse, Leibniz, Leonardo da Vinci, Lineu, Maeterlinck, John Milton, Nietzsche, Ovídio, Pascal, Paul Carton, Paul Mc Cartney,Pitágoras, Platão, Plotino, Plutarco, Reclus, Richard Wagner, Santa Tereza de Jesus, Santo Afonso de Liguori, Santo Agostinho, Santo Inacio de Loyola, São Basílico, São Bento, São Bernardo, São Clemente de Alexandria, São Domingos, São Francisco de Assis, São Francisco Xavier, São Gregório, São Jerônimo, São João Crisóstomo, Sêneca, Schopenhauer, Shankaracharya, Shelley, Sócrates, Spencer, Spinoza, Tertuliano,Thomas Edison, Tolstoi, Voltaire, Xenofonte, Zoroastro.



Acabamos de citar uma lista de cientistas, filósofos, médicos, santos, artistas, físicos, pensadores, escritores e outras eminentes figuras da história da humanidade. O que apresentam em comum esses personagens? São todos vegetarianos. Logo, o vegetarianismo não constitui modismo passageiro, tendente a logo desaparecer. Pelo contrário, verificamos que ao longo da história da humanidade muitos de seus maiores e mais ilustres membros o praticam ou o praticaram.

Os primeiros vegetarianos eram-no por razões éticas e filosóficas. Pitágoras escreveu: Enquanto o homem continuar a ser o destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, se matarão entre si. Aquele que semeia a morte e a dor não pode colher a alegria e o amor . Leonardo da Vinci declarou: Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem . Afirmou Paul Carton: Se quisermo-nos libertar do sofrimento, não devemos viver dele e do assassínio infligido a outros animais.

Entretanto, além dos motivos de ordem ética, numerosos outros levam ao vegetarianismo: A carne (mesmo aquelas sem gordura aparente) possuem altor teor de gorduras ricas em ácidos gordos saturados, que elevam o mau colesterol de quem as ingere.
É adicionada de conservantes químicos diversos, em particular nitritos e nitratos, reconhecidamente cancerígenos. Ironicamente estes produtos são utilizados para conferir à carne um aspecto mais saudável, avermelhado...
Possui grande quantidade de toxinas( adrenalina, adrenocromo, adrenolutina) liberadas durante o sofrimento e a angústia do abate, bem como a cadaverina, formada após o mesmo.
Apresenta resíduos de pesticidas, usados em forragens ou no combate a carrapatos, bem como de antibióticos e hormônios ministrados aos animais.
Tem possibilidade de transmitir numerosas doenças graves: teníase, cisticercose, tularemia, salmonelose, shigelose, botulismo, síndrome urêmica hemolítica.
Eleva a produção de dejetos azotados geradores de ácido úrico e favorecedores de instalação de moléstias degenerativas, como o reumatismo.
Por não conter fibras alimentares favorece o aparecimento de obstipação intestinal( prisão de ventre), com todas as suas conseqüências.

Que tal meditar sobre tudo isso e nos unirmos à legião dos ilustres personagens citados no início destas notas?

fonte: Dr. Paulo Eiró Gonçalves, médico homeopata, autor dos livros “Como eu como?”; “Maus hábitos alimentares”; “Alimentos que curam”; “O livro dos alimentos”, entre outros.

Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Estimulação do Bebé


Dos 0 aos 3 meses
Neste período a primeira coisa que seu bebê tem que aprender é olhar, fixar o olhar sobre um objeto. Nesta etapa, seu rosto é o brinquedo mais importante e seus olhos são o que vão estimular o bebê a fixar os dois olhos num mesmo ponto para que se produza o "grande encontro". Escolha os objetos com forte contraste de cor (preferencialmente branco e preto) que ajudam a distinguir a figura e o fundo. Seu bebê pode ver o que acontece ao redor e está atento aos sons e movimentos do ambiente. Seu maior desenvolvimento se produz na área visual, motriz e emocional. O tato e o paladar são os sentidos que lhe trazem mais informação do mundo que o rodeia.
Ele responde muito bem aos estímulos se são realizados a uma distância apropriada para serem percebidos. A distância ideal é de 15 a 20 cm para estabelecer contato visual com ele, poder falar com ele ou acariciá-lo. Seu tempo de atenção é curto, mas muito intenso. Ele mostra quando está cansado.

Educação Motriz: no momento em que está a trocar as fraldas ou depois do banho, quando ele estiver sereno, pode realizar massagens nas suas extremidades para favorecer o contacto da pele e estimular o corpo. Faça massagens começando pelos pés, ombros, bracinhos, peito e finalmente a barriga. Tambem pode fazer com as perninhas o movimento da bicicleta para favorecer a estimulação de gases.

Utilize um óleo de origem vegetal (Ex: Amendoas Doces , Calendula, Lavanda)



Educação Emocional: Pegue-o ao colo e enquanto o olha, pode cantar uma canção ou falar com um tom de voz suave. Isto irá tranquiliza.lo e lhe dará muito prazer por ser um som familiar. Pode incluir algumas rimas curtas com o nome dele ou lembrar-se de alguma canção da infância. O contacto e a brincadeira espontânea com o seu bebe irão ajudá-la a conhecê-lo melhor.

Utilize música clássica (ex: Mozart) ou caixinhas de músicas.



3 a 6 meses
Ocorrem grandes mudanças físicas e o bebê começa pouco a pouco a reconhecer suas mãos e a utilizá-las. Perto do final deste período, ele pode sustentar objetos com as mãos, levá-los à boca e chupá-los, sendo esta sua maneira de conhecê-los.
Ele começa a ter mais controle e domínio sobre o corpo. Já pode coordenar a visão com o movimento para pegar os objetos. Seu tônus muscular é maior e ele pode se esticar para tentar alcançá-los. Se você o mantém sentado por alguns instantes, ele pode tentar levantar sua cabeça pouco a pouco, a cada mês. Seu rosto se torna mais expressivo, tem um sorriso social aberto para todos. Ele ainda não faz a distinção entre rostos conhecidos e estranhos. A sua preferência continua sendo a mãe.


Estimulação motriz: ofereça-lhe um chocalho de cores fortes e que produza um som ao ser movimentado.




Estimulação Emocional: pegue-o ao colo e ponha-o em frente a um espelho. Chame-o pelo nome e nomeie as partes docorpo dele. Faça gestos de alegria , nojo, surpresa, triteza e acompanhe com a palavra indicada.


6 a 9 meses
A brincadeira com o seu bebê é mais interativa, porque ele pode se sentar por mais tempo e de forma progressiva. Ele pode voltar sozinho e realizar mais atividades voluntariamente, recuperar um objeto caído, passá-lo de uma mão para outra, apertar com precisão um brinquedo para obter um som e balbuciar. Ele gosta de bater os objetos nas superfícies. No final deste período, consegue pinçar pequenos objetos com os dedos e levá-los à boca. Por isso, é fundamental que não haja nada pequeno e perigoso ao seu alcance (botões, moedas, chaves, etc.). O importante é que estes deslocamentos sejam seguros. Tenha cuidado com as tomadas, remédios, produtos de limpeza e pontas salientes dos móveis. Não deixe o bebê sozinho.

Ele começa a engatinhar ou se arrastar, ambas condutas são esperadas. Esta mudança de posição, a liberdade de movimento e deslocamento abre um mundo novo e mais amplo. Há um outro ponto de vista. Ele buscará tocar tudo que chame a atenção sem pensar nos riscos. Toma a consciência de que pode ter “poder” sobre as coisas e se diverte derrubando torres de cubos empilhados. Ele gosta de golpear, empurrar e atrair para si os brinquedos. Aceita e recusa com ênfase.



Estimulação motriz: pode deixá-lo sentado amparado por almofadas com alguns brinquedos ao seu redor para que os tente alcançar.




Estimulação Emocional: brincadeira de esconder. Com uma manta, lenço colorido, esconda o seu rosto e pergunte "Onde está a mãe? Aqui!!" Este jogo ajuda-o a compreender que apesar das pessoas desaparecerem da vista por instantes, podem voltar a aparecer ou a serem encontrados. Isto ajuda a controlar a noção do tempo e a aprender a esperar.


9 a 12 meses
Seu bebê já está maior. O desenvolvimento intelectual e motor é maior, e emocionalmente ele pode se comunicar e expressar seus desejos e sentimentos com maior clareza. Pode realizar gestos, como dizer “adeus”, e fazer brincadeiras com as mãos; entende a linguagem, balbucia, mostra com o indicador o que quer, pega com precisão pequenos objetos, muda de posição com segurança, dá nome às coisas, imita palavras, obedece a pedidos e dá os seus primeiros passos, iniciando sua marcha e autonomia.
É um ser mais social, entrega o que tem na mão se alguém pede, maneja utensílios, chuta bolas e sabe tirar e colocar coisas em um recipiente. Gosta muito de dançar ao ritmo da música e imita sons e palavras. Se já começou a caminhar, ele se deslocará o tempo inteiro pela casa. Acompanhe-o e assegure-se de trancar as portas e janelas.

Estimulação Motriz: estimule o bebe a guardar alguns brinquedos dentro de uma carinho com rodas e depois levem a passear. Esta actividade permite organização de espaços. Vai tambem poder exerciatr os seus movimentos com as pernas e sentir-se mais seguro para caminhar sem precisar de ajuda.







Estimulação Emocional: o seu bebe interessa-lhe os objectos que os adultos utilizam. Falar ao telemovel, dizer olá e imitar apertando os botões. Esta actividade desenvolve a capacidade de se comunicar e de usar gestos e linguagens mais complexas.
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Fonte: homeandhealthbrasil





Sábado, 22 de Março de 2008

Artigos para Bebés...um pouco diferentes!

Por referência da Mamã Bia Bandos do Forum Pink Blue, resolvi colocar no Blog uma série de artigos, digamos: interessantes, estranhos, cómicos, práticos, bizarros, tem de tudo e para todos os gostos. lol

Babykeeper
Uma espécie de canguru com 3 funções: carregar o bebê livrando as suas mãos, prender o bebê no carrinho de supermercado e pendurar o bebê enquanto você faz xixi. Se funciona? Aí, eu já não sei.





The Cushie Traveler

Uma almofada que além de ser confortável para sentar, minimiza o contato com a sanita. Ela se dobra toda, vem com uma capa especial e cabe em qualquer bolsa. Além de ser lavável.











Walking Wings
Quem já passou pela faze dos primeiros passos lembra-se da dor nas costas. Esse acessório permite que você forneça apoio para o bebê sem precisar abaixar.









Swiss Strolli Rider
Agora seu filho mais velho não vai ficar mais com ciúmes. Ela vai poder participar dos passeios com essa mini bicicleta acoplada ao carrinho de bebê.


Crib Spacer
Uma divisória acolchoada para os gêmeos pequenos dormirem juntos no mesmo berço sem um acordar o outro.










Kaboost
Para crianças a partir de 20 meses. Adaptável a qualquer cadeira da sua casa. Tem 3 opções de cores.






Squirt
Uma colher da criativa marca Boon. Ela têm um compartimento dentro para o alimento. O bebe aperta e a comida sai.



Catch Bowl
Mais um produto Boon. Um prato com uma aba mais comprida e flexível para a comida não se espalhar para todos os lados sem tirar a liberdade da criança. Ele também tem ventosas no fundo para fixação na mesa.



Bia, Obrigada pela partilha!




Fonte: Mamã Bia Bandos

Símbolos da Páscoa - como apareceram


Sabem porque é que o Coelho, o Pão, o Vinho e os Ovos estão presentes nas comemorações de uma das datas mais importantes da cristandade?


Para descobrir a resposta para essa questão, é preciso voltar mais de 2 mil anos no tempo e entender os costumes de povos muito antigos.



O Coelho

Foi por uma coincidência de datas que esse animal, representante da fertilidade e da renovação, se tornou num dos símbolos mais famosos da Páscoa. Os antigos germânicos e nórdicos associavam-no à deusa da primavera, Eostre. Ela era festejada em fins de março no Hemisfério Norte, na mesma época em que, mais tarde, os cristãos passaram a celebrar a Páscoa para lembrar a morte e a ressurreição de Jesus. À medida que o cristianismo se espalhava pelo mundo, alguns costumes misturaram-se e o coelho foi incorporado à tradição pascal.


Os Ovos

Assim como o coelho, eles simbolizam a vida e a fertilidade. Na Antiguidade, era costume pintar ovos de pato e galinha em vários tons para retratar o colorido da primavera. O costume estendeu-se às igrejas cristãs do Oriente, onde os fiéis tingiam os ovos de vermelho em referência ao sangue de Cristo. Com a chegada do chocolate à Europa, no século 19, surgiram ovos feitos de chocolate e envoltos em embalagens coloridas. Mas até hoje, na Europa, existe o hábito de pintar ovos de verdade para enfeitar a casa e lembrar a família o significado dessa festa.


O Vinho e o Pão

O vinho era muito consumido pelos povos que habitavam a Palestina dos primeiros séculos, onde Jesus viveu. Servia tanto de alimento como de remédio. Já a presença do pão na Páscoa é uma herança da Pessach, festa judaica que lembra a libertação dos judeus da escravidão. Ainda hoje os judeus consomem o pão sem fermento, que é chamado pão ázimo, para lembrar a difícil jornada do seu povo pelo deserto. No cristianismo, o pão tradicional e o vinho representam o corpo e o sangue de Cristo. E, como a Páscoa é uma das datas mais importantes para os cristãos, esses símbolos ganham ainda mais força nessa data.


O Cordeiro

É outro símbolo herdado da tradição judaica. Conta-se que, quando Moisés guiou seu povo rumo à Terra Prometida, no caminho pelo deserto, assou um cordeiro para simbolizar a libertação. O animal tornou-se num emblema da passagem dos judeus para uma nova vida, comemorada durante a Pessach. Com o surgimento do cristianismo, o cordeiro foi associado a Jesus, passando a representar a salvação de toda a humanidade. Nas missas do domingo de Páscoa, portanto, o símbolo do cordeiro é sempre lembrado.



Fonte: Editora Abril S.A

Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Baby Art - Os Primeiros Passos com Arte


Todos os bebés são artistas.
É o que garante Anna Marie Holm, autora do livro Baby-Art: "Os Primeiros Passos com Arte". Basta dar tinta, pincel, lápis e deixá-los expressar livremente. "Mas nada de ficar a analisar os rabiscos infantis! O que menos importa é o resultado" - diz a educadora dinamarquesa, que trabalha com crianças há quase duas décadas.

O segredo que descobriu, depois de 17 anos a trabalhar com crianças na Dinamarca, é simples: basta deixar os pequenos livres para fazer experimentações e se divertirem com o resultado. "Os pais e as mães podem acompanhar, mas de igual para igual e sem interferir demais", sugere. Com a mão na massa - e nas tintas, papéis, pincéis, barro... - meninos e meninas percebem as diferentes cores, texturas, cheiros e sons do ambiente à sua volta. E logo a brincadeira se revela um óptimo estímulo para os sentidos.
O que vale, na opinião dela, é a oportunidade de os pequenos conhecerem as cores, nuances e texturas do mundo e interagir com o ambiente ao seu redor.

Qual a idade certa para começar?

Por volta dos 5 meses, a criança já consegue segurar objectos e fazer movimentos que vão além de um simples reflexo. Esse é o momento de começar. Pode-se oferecer um lápis ou lápis de cera e observar enquanto o pequeno move as mãozinhas sobre o papel. Nessa fase, também é interessante deixá-lo brincar com jornais, pincéis e outras coisas para dobrar e amassar.

Como vê a expectativa dos pais nessa hora?

O meu recado para eles é o seguinte: não fique à espera que o seu filho, do dia para a noite, se transforme num pequeno Van Gogh. Aliás, os pais nem sequer devem questionar se a criança tem talento artístico ou não. Não há como saber. Se os bebês gostarem de arte, vão continuar a procurar isso naturalmente.

E se a criança não tiver vontade de experimentar o que lhe oferecemos?Oferecemos lápis e ele quer brincar com a vassoura? Damos uma folha de papel, mas ele prefere riscar a árvore?

Sem problema. Não force a criança e tente não exagerar nos estímulos. Existe um limite e, quando os pais não o percebem, o filho vai demonstrar. Se a pressão for grande, aí mesmo é que a criança vai deixar de lado a actividade.


O adulto precisa participar?

Ah, precisa. É uma tentação entregar o lápis e o papel à criança e sair de fininho para fazer outras coisas. Os pais devem participar da brincadeira sempre que possível. O que mais importa é estar com o filho, relaxar e brincar ao lado dele. Rabiscando e pintando, qualquer adulto se sente como se voltasse aos tempos de criança.


Brincadeiras criadas por Anna Marie de acordo com a faixa etária do seu filho.

Para evitar alergias e intoxicações, ofereça apenas tintas, lápis e giz não tóxicos. Antes de comprar, verifique se esses materiais são indicados para a faixa etária do seu filho.



5 a 12 meses

Esta é a idade para começar a desenhar.
A partir dos 5 meses o seu bebé pode-se divertir com pincéis, lápis e giz. Palavra de especialista. "Nessa idade, ele já estende o braço para agarrar objetos e, aos poucos, pode ser estimulado a pintar e rabiscar", explica a educadora e artista plástica dinamarquesa Anna Marie Holm.

A especialista lembra que, num primeiro reflexo, o pequeno pode levar a novidade à boca. Não se preocupe. "Faz parte da experimentação", explica. Mas, claro, tome cuidado. Com o tempo as mãos curiosas do mini artista vão arriscar outros movimentos, amassando o papel, pintando o rosto, as roupas, os cabelos... Mas calma ! Nada de querer impor limites à brincadeira e acabar com a confusão. "A proposta é não interferir, deixando o bebé livre para se expressar e explorar as possibilidades do ambiente", sugere Anna Marie.

Assim, se o resultado for uma grande confusão de cores, papel picado e o seu filho terminar coberto de tinta, palmas para ele!

Segundo Anna Marie, é dessa maneira que o bebê se diverte e, ao mesmo tempo, aperfeiçoa seus sentidos e sua criatividade.

Para evitar alergias e intoxicações, ofereça apenas tintas, lápis e giz não tóxicos. Antes de comprar, verifique se esses materiais são indicados para a faixa etária do seu filho.


Meias musicais: Improvise um varal bem próximo do chão e pendure algumas meias velhas, colocando um guizo dentro de cada uma. Enquanto pinta os pares, com pincel e tinta, o bebê vai-se divertir ouvindo os sons.


Roupas coloridas: Uma camisa usada pode servir de tela para o pequeno artista. Agora, ele pode usar as mãos para colorir a peça - ou até mesmo um pincel ou uma escova velha. Lembre-se: ele é quem decide. E não se assuste se, de uma hora para outra, passar a colorir o corpo e a própria roupa que está a usar. Faz parte da brincadeira.

1 a 3 anos


Um pincel molhado de tinta, um papel aberto no chão e liberdade para fazer a maior confusão - a receita para envolver o seu filho no mundo das artes é simples. "É só dar espaço à criança, não impor muitos limites e deixá-la expressar-se naturalmente. As atividades propostas por Anna Marie são super divertidas, deixam os pequenos mais relaxados e estimulam o desenvolvimento motor. "É fazendo arte que as crianças desenvolvem a sensibilidade e adquirem uma consciência maior dos sentidos", ressalta a especialista.




De tudo um pouco: Camisas velhas, panos, sapatos, chapéus, bolsas e meias podem - e devem - ser aproveitados pelo pequeno artista. "A ordem é justamente fazer arte em qualquer lugar e sempre com muita improvisação. O seu filho não precisa de materiais especiais nessa fase", lembra a artista.

Papel colorido: "Por que é que a superfície onde a criança vai pintar precisa ser branca?", questiona a educadora. Ela recomenda variar um pouco esse suporte - o papel branco - oferecendo também tecidos estampados e folhas coloridas para a criança pintar. Isso, garante, estimula a percepção das cores.

Jornal na parede: Estenda o jornal num cavalete improvisado, ou prenda as páginas numa parede. Com pincéis de vários tamanhos e tinta preta diluída em água, seu filho poderá pintar o texto e as ilustrações como quiser.
Gravuras de beijos: Separe um batom vermelho e algumas folhas brancas. Mostre à criança como pintar a boca e imprimir beijinhos no papel. Depois, deixe-a brincar sozinha e se divertir com o resultado.


3 a 5 anos

Uma praça, um jardim, um quintal, uma varanda - qualquer espaço, de preferência ao ar livre, serve de ateliê infantil. Basta dar os materiais certos e uma boa dose de liberdade. "Papéis e até objectos velhos, como camisas e meias, podem ser utilizados pelas crianças nessa idade",


Pintura rupestre: Com lápis de cera na mão, a criança pode desenhar sobre as pedras da praça ou do quintal. Você também pode adaptar a brincadeira, liberando o muro da casa ou pedaços de madeira para o pequeno artista fazer suas intervenções.


Rabo rabisca: O primeiro passo é construir uma trilha de folhas de papel. Basta emendar várias e, depois, colocá-las no chão. Pegue num cordão comprido, molhe uma extremidade na tinta e pendure a outra na cintura do seu filho. Enquanto ele corre, dá voltas e saltita sobre o caminho de folhas, o rabo improvisado vai riscando sem parar.


Fonte: bebê, Editora Abril S.A

Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Música na 1ª Infância - Edwin Gordon


Edwin Gordon é um dos mais destacados investigadores da actualidade no âmbito da Psicologia e Pedagogia da Música, que tem passado grande parte da sua vida profissional a desenvolver e ensinar a Teoria de Aprendizagem Musical.

Não se trata de um novo método para ensinar música, mas sim de uma teoria sobre como as pessoas (nomeadamente as crianças) aprendem música. A originalidade na perspectiva de E. Gordon é, precisamente, questionar-se não sobre como se deve ensinar música, mas antes como esta é aprendida. Em que momento a criança (ou adulto) está preparado para aprender determinada competência, e qual a sequência de conteúdos adequada. De acordo com o autor, a música é apreendida da mesma forma que a nossa língua materna:

- Primeiro ouvimos outros a falar. Desde o nascimento, e mesmo antes, estamos cercados pelo som da língua e da conversação. Nós absorvemos estes sons e familiarizamo-nos com a língua.
- Segundo, tentamos imitar.

- Terceiro, começamos a pensar através da língua. Palavras e frases começam a ter sentido à medida que ganhamos experiência com esta.

- Quarto, começamos a improvisar. Por outras palavras, somos capazes de criar as nossas próprias frases e a organizá-las de uma forma lógica. Somos capazes de manter uma conversa. Finalmente, ao fim de vários anos a desenvolver a nossa capacidade de pensar e falar, aprendemos a ler e escrever. Aprendemos a ler e escrever devido à experiência que adquirimos a ouvir, imitar, pensar e improvisar.

Os princípios da Teoria de Aprendizagem Musical orientam professores de todas as faixas etárias, desde a primeira infância até à idade adulta, a estabelecerem objectivos curriculares sequenciais, sendo o principal objectivo geral, o de desenvolver a audiação rítmica e tonal. Audiação é um termo criado por E. Gordon que significa para a música o que pensar significa para a língua. É a capacidade de ouvirmos com compreensão na nossa cabeça, sons que podem estar, ou não, fisicamente presentes. Através da audiação os alunos poderão atribuir significado à música que ouvem, executam, improvisam e compõem.


MUSICA NA 1ª INFÂNCIA
Baseando-se na premissa de que o potencial de uma pessoa para aprender é máximo na altura do seu nascimento, os primeiros anos de vida são cruciais para estabelecer boas fundações para um desenvolvimento musical óptimo.
As experiências musicais que uma criança tem desde o nascimento até aproximadamente aos 5 anos têm um profundo impacto na forma como esta vai ser capaz de perceber, apreciar e compreender em Música como adulto.


Edwin Gordon, na sua Teoria de Aprendizagem Musical, sistematizou os diversos Estádios pelos quais a criança passa.
Em todos estes estádios, o instrumento privilegiado pelo professor será a voz. O professor serve de modelo para a criança, que aprenderá a distinguir a voz cantada da voz falada, e a sensação de cantar afinado. Os exemplos musicais serão tão diversos quanto possível (modos, métricas e estilos) para que a criança possa absorver um vocabulário rico e variado como preparação para a sua posterior educação musical formal.

Um outro aspecto privilegiado nestas aulas é o movimento.

Gordon acredita que o movimento é essencial para o desenvolvimento do sentido rítmico. Ao experienciar as sensações de fluidez, peso e espaço antes de vivenciar o tempo musical a criança desenvolverá uma melhor consciência corporal e rítmica, relaxada e não rígida. O relaxamento e a flexibilidade são indispensáveis para que o corpo esteja preparado para participar em Musica.


Fonte:Improviso

Domingo, 9 de Março de 2008

Pai é mais determinante no desenvolvimento linguístico dos filhos até 36 meses



Um estudo norte-americano revelou pela primeira vez que em famílias onde ambos os pais trabalham a figura do pai tem mais impacto na aprendizagem e no desenvolvimento da língua materna em crianças entre os dois e os três anos. O trabalho revela que, ao contrário do que geralmente se pensa, a figura do pai é mais determinante no desenvolvimento linguístico da criança até os 36 meses do que a figura da mãe.
O estudo, a publicar na edição de Dezembro da revista Geo, analisou em 92 famílias norte-americanas a quantidade de vezes que a mãe e o pai falaram com as crianças de 24 meses, assim como a estrutura utilizada na interacção. Os investigadores do "FGP Child Development Institute and UNC`s School of Education" filmaram esta interacção, especialmente durante as "horas da brincadeira", tendo um ano depois avaliado a evolução linguística das crianças. A análise das gravações revelou que embora as mães falassem mais com as crianças e lhes colocassem mais perguntas, estas acabavam sempre por se guiar pelo pai, imitando-o na construção das suas frases. Segundo o estudo, as crianças cujos pais utilizavam um vocabulário mais diverso demonstraram um maior e mais rápido desenvolvimento da linguagem, enquanto "o vocabulário da mãe não afectou de forma significativa a evolução linguística das crianças nesta faixa etária (24 meses)".
Mães usam demasiadas palavras
Os investigadores indicam que, as mulheres, "ao utilizarem demasiadas palavras na interacção, acabavam por cansar e sobrecarregar as crianças". Por sua vez, adiantam, na fase a partir dos três anos de idade é a mãe que passa a influenciar fortemente o desenvolvimento da linguagem da criança, de pendendo "a riqueza da linguagem das crianças que frequentam a escola sobretudo da riqueza da linguagem utilizada pela mãe". O estudo também revela que uma boa qualidade no cuidado e tratamento da criança nos primeiros três anos de vida influencia fortemente o desenvolvimento das capacidades linguísticas e que o nível de educação dos pais tem um impacto significativo nas capacidades linguísticas das crianças. Segundo os autores da pesquisa, estes resultados "sublinham que em famílias onde ambos os pais trabalham, o pai deve ser envolvido em todos os esforços para melhorar o desenvolvimento linguístico da criança e a preparação pré-escolar. Vários estudos anteriormente realizados descobriram que mães e pais interagem de maneira diferente com as suas crianças. Enquanto os pais costumam ser mais físicos e passar mais tempo a brincar com as crianças, as mães passam mais tempo a dar ordens.
fonte:ciencia hoje

Bebés até aos seis meses distinguem dois idiomas

Os bebés menores de seis meses conseguem distinguir um idioma de outro apenas observando os movimentos faciais e mesmo sem ouvirem o interlocutor, segundo uma investigação da Universidade de Barcelona publicada na última edição da revista Science.
Os investigadores mostraram a um grupo de 36 bebés vídeos sem som de adultos bilingues pronunciando frases em inglês e em francês, com uma duração máxima de 16 segundos.
Foram comparados os bebés que vivem numa família unilingue com os que têm familiares bilingues e concluiu-se que entre os quatro e os seis meses todos conseguem distinguir apenas com estímulos visuais as duas línguas.
Concluiu-se que nos primeiros meses de vida os bebés "são capazes de distinguir caras que falam em francês ou em inglês", afirmou à agência EFE Nuria Sebastian, uma das autoras do estudo, feito em colaboração com peritos da Universidade British Columbia, do Canadá.
Os investigadores notaram que a partir dos oito meses os bebés tendem a perder esta habilidade, que apenas é mantida até aos 12 meses pelos bebés que vivem em ambientes bilingues. A explicação dos peritos é que os bebés de famílias unilingues deixam de ter aptidão de distinguir línguas através dos movimentos faciais porque não precisam dessa capacidade. Assim, essa capacidade inata só se mantém quando é uma vantagem para os bebés para aprender a língua materna e quando a criança se define por determinada língua deixa de prestar atenção aos elementos alheios e concentra-se nela para aprender.
Vários estudos tinham já demonstrado que os bebés conseguem distinguir diferentes línguas pelo som, mas até agora nunca se tinha analisado o papel dos estímulos visuais no processo de aprendizagem e aquisição de linguagem.
Para este estudo, os cientistas mostraram aos bebés vários vídeos mudos nos quais os interlocutores recitavam frases do conto "O Principezinho", de Saint Exupéry, em francês e em inglês. Utilizou-se um procedimento de habituação, no qual inicialmente todos os vídeos começavam com determinada língua. Os investigadores usaram a medição do tempo de atenção das crianças ao ecrã para determinar se percebiam quando era alterado o idioma.
fonte:ciencia hoje

Bebés conseguem julgar os outros e preferem as pessoas boas


Investigadores norte americanos revelam hoje (22-11-2007) na revista 'Nature' que o ser humano consegue julgar se o carácter dos outros é bom ou mau desde os seis meses de vida, altura em que começa a preferir quem age correctamente.

Através da análise do comportamento de bebés com idades entre os seis e os 10 meses perante fantoches, a equipa liderada por Kiley Hamlin, do departamento de psicologia da Universidade de Yale, em New Haven, Connecticut, descobriu que os bebés com meio ano de vida já são capazes de julgar se os outros foram bons ou maus, mesmo que o acontecimento não os afecte directamente.

"Na nossa investigação, mostramos que as crianças com entre seis e dez meses de idade diferenciam o resto dos seres humanos entre atractivos e repulsivos, segundo os comportamentos individuais que estes tenham mostrado com os outros", explica Liley Hamlin.

Segundo o estudo, os bebés preferem ter a seu lado alguém que ajuda os outros do que alguém que engana ou se mantém impassível perante a necessidade alheia. Preferem ainda uma pessoa que mostra um comportamento neutral a quem se dedica a fazer a vida impossível aos outros.

"Isto prova que os bebés que ainda não são capazes de falar julgam os outros com base no seu comportamento com terceiros", apontam os peritos. "Esta capacidade pode ser a base do pensamento e das acções morais do ser humano e o seu aparecimento e desenvolvimento tão cedo apoia a teoria de que a valoração social faz parte da adaptação biológica do homem", acrescentam.

Até agora era desconhecido quando começava a capacidade do homem julgar os outros.


Fonte:ciencia hoje

Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Brincadeiras Musicais com Bebés - Exercícios


Já esta mais do que provado que a Musica fomenta as potencialidades criadoras e desenvolve as faculdades Humanas. A arte musical apresenta grandes vantagens em termos cognitivos e comportamentais, incrementa o raciocínio espacio-temporal, o pensamento lógico e a aptidão para as matemáticas, estimula a criatividade e o gosto artístico musical, cria um ambiente calmo em família, tem um efeito positivo nas grávidas, contribui para que a criança chore menos e seja mais calma, torna o bebé mais apto para a língua e a linguagem, para a experiência cativante do belo nas artes, para a escuta ecológica dos sons da natureza.
Na medida em que proporcione calma e descontracção, segurança e conforto, a música estimula o cérebro do bebé e abre-lhe o leque de aptidões intelectuais futuras. As experiências e jogos musicais intuitivos feitos pelas mães, pais, avós e avôs, são hoje corroborados pelas experiências clínicas, os progressos da neurociência e a pesquisa musical.
Música de fundo com regularidade rítmica, melódica e harmónica dá à criança a sensação de bem-estar e de conforto e acalma também a mãe, o pai e todo ambiente familiar. Os primeiros contactos com a música acontecem no âmbito familiar e nos jardins infantis. As canções tradicionais, canções de embalar, música instrumental (com harpa, celesta, violino, viola, violoncelo, clarinete e flauta) são muito importantes nesta fase.
Mesmo que os encarregados de educação não disponham de bases musicais teóricas, podem sempre cantar e pôr a tocar canções de embalar, saltar, divertir, ensinar.
Brinquedos sonoros, adquiridos em lojas de música e de brinquedos, apitos musicais, chocalhos de ovelha, cabra e vaca (à venda nas feiras em vilas do interior), instrumentos feitos a partir de
materiais recicláveis, apitos de caça, podem ser adquiridos com vantagem sobre outros brinquedos, por vezes imensamente mais caros e com menos valor pedagógico.
Isso exige sensibilidade aos pais e o desejo de evoluírem sempre neste domínio.
Simples exercícios rítmicos podem fazer maravilhas em termos musicais e psicológicos, pela descontracção gerada e pelo efeito salutar no sistema nervoso.
Deixo-vos aqui algumas ideias de acordo com cada idade.


Brincadeiras dos 0 aos 3 Meses

MÚSICA SUAVE
Tendo em conta o tipo intra-uterino de contacto com o ritmo e movimento, é vantajoso ter no quarto do bebé um leitor de CD com música instrumental suave (que não tenha grande amplitude em termos de intensidade), canções de embalar, música clássica (Mozart certamente).
As músicas com carácter rítmico regular e melodias que se repetem são calmantes na medida em que se aproximam mais do tipo de som ouvido no seio materno, algo semelhante ao som de uma máquina de lavar roupa.



TONS DE VOZ DIFERENCIADOS
A investigação sobre o cérebro conclui que os bebés no seio materno já conseguem distinguir o som das vozes humanas.
Ouvir os mesmos sons e outros sons diferenciados é um factor de continuidade e enriquecimento na vida do bebé. Quando um bebé ouve sons mais fortes, o seu ritmo cardíaco aumenta, sentindo-se feliz e divertido; quando o tom de voz é suave e doce, o bebé sente-se confortável e satisfeito. Pode cantar-se a mesma canção em intensidades, alturas e timbres diferentes.

CANÇÃO PARA MUDAR A FRALDA
Sendo o mudar da fralda um momento de intimidade entre o adulto e o bebé, cantar promove ainda mais a ligação afectiva.
A mãe ou o pai pode improvisar, cantando ou dizendo ritmadamente palavras semelhantes:
Eu mudo a fralda ao meu bebé,
Eu mudo a fralda assim, assim.
Eu limpo o rabinho ao meu bebé,
Eu limpo o rabinho assim, assim.
Cantar a sorrir transmite estabilidade e amor.
O bebé é Especialmente sensível a certos gestos e pormenores.

Brincadeiras dos 3 aos 6 meses


GRAVAÇÕES DO BEBÉ
Com quatro dias, os bebés distinguem uma língua de outra e começam a prestar atenção às palavras. Os pais podem gravar, com uma câmara ou um gravador de repórter, o palrar do bebé, verificando depois a reacção do bebé ao ouvir os próprios sons. Essa gravação pode acompanhar o crescimento do bebé, tornando-se mais tarde um documento precioso e divertido. Além desse tipo de gravação, os pais podem também gravar sons da natureza uo usar mesmo CD's já existentes. Exercícios deste tipo são um investimento a longo prazo nas aptidões linguísticas da criança.



BALANÇO
Balancear e embalar favorecem o gatinhar e andar futuros do bebé. Além de serem divertidos para o bebé, os movimentos balanceados têm um papel importante na aquisição do equilíbrio fundamental para aprender a andar. O balanço pode ser feito em lugares e de modos diferentes, no colo, sobre a barriga, segurando-o sempre de modo a não cair. Pode cantar-se a rima de balancear:
Tão balalão,
cabeça de cão,
orelhas de gato,
não tem coração.




Brincadeiras dos 6 aos 9 meses


SONS VARIADOS
É conveniente expor o bebé a sons variados. Uma voz agradável e o contacto visual com o pai ou com a mãe fazem com que o coração do bebé bata mais depressa. Abraçando o bebé enquanto ele provavelmente lhe tocará com as mãos nos lábios, imite o zumbido de uma abelha, dê estalidos com a língua, invente sons com a boca e veja como o bebé tenta imitá-lo.

O LUGAR DO SOM
As experiências musicais aumentam a aptidão da criança para raciocínio e as ciências matemáticas. A consciência auditiva adquire-se com a idade, os estímulos e a experiência. Os jogos auditivos contribuem para o estabelecer de ligações no cérebro. Com duas pessoas, pode-se colocar na sala e mudar de sítio um pequeno rádio, um sintetizador de brincar ou outro instrumento. Enquanto a mãe, por exemplo está com o bebé, o pai toca num lugar e noutro, ou desloca-se com o rádio ou instrumento. Verifique a reacção do bebé, pergunte-lhe: "onde está a música?" Se ele se tiver voltado para o lugar certo, merece palmas: é uma forma de o estimular. À medida que o bebé vai crescendo, aumente de forma progressiva o grau de dificuldade do jogo.


TAMBOR
O desenvolvimento do cérebro é estimulado pela utilização de certos
músculos ligados à motricidade. Além de ser uma actividade divertida
para o bebé, agarrar coisas como a baqueta e bater no tambor é
importante para a coordenação motora. Se não tiver um tamborzinho,
pode utilizar uma pequena colher de pau ou uma clava. Incentive-a a
bater no chão ou na mesa vazia: exemplifique e deixe-o fazer sozinho. Pode cantar uma canção tradicional tocando também com um pauzinho, ou improvisar sobre as palavras:
Tum tum tum
faz o meu tambor.
Tum tum tum
toca o meu amor.



MÚSICA E MOVIMENTO
O movimento e a música em conjunto, assim como tocar com ambas as
mãos, estimula ambos os lados do cérebro. Circular pela casa cantando, por exemplo:
O balão do João
sobe, sobe pelo ar.
'Stá feliz o petiz
a cantarolar.
Quando disser as palavras "sobe, sobe pelo ar", eleve o bebé.
Depois, desça-o e dê-lhe um beijo.



CANTO, MOVIMENTO, FALA
A exposição da criança à música quando está ainda no seio materno dá-lhe um maior potencial de aprendizagem. Por outro lado, crianças privadas de experiências de linguagem terão mais dificuldade num discurso fluente e num bom domínio da língua em adulto. O objectivo não é que o bebé consiga entender as palavras, mas iniciá-lo num processo de ensino aprendizagem. Sem as entender, ele vai gostar de ouvir as palavras cantadas. Se a canção tiver uma palavra mais
conhecida do bebé, pode realçar-se cantando-a mais forte. Podem também dizer-se as palavras, mantendo o ritmo, em registos grave e agudo.

CANÇÃO DE EMBALAR
O palrar, o olhar e o sorrir contribuem para o estabelecimento de laços mais fortes entre o bebé e o adulto. Mesmo que os pais não sejam dotados nem possuam técnica vocal, a suavidade do seu canto acalma o bebé e aumenta a sua ligação afectiva. Antes de ele adormecer, cante-lhe canções de embalar como "Nana nana", "Fais dodo, Colin mon p'tit frère", "Brilha, brilha lá no céu". Depois do último verso, dê-lhe um abraço, se o bebé estiver no colo, ou um beijinho se já estiver no berço.

Brincadeiras dos 9 aos 12 meses


OUVIR AS CONVERSAS
Pausas entre as frases e segmentos de frase ajudam o bebé a
concentrar-se nos sons da língua. A experiência auditiva é
determinante da qualidade da sua linguagem futura. Daí a importância de o bebé ouvir as conversas às refeições maiores ou, pelo menos, ao jantar, sabendo-se como muitas vezes ao almoço a família não está reunida, sobretudo nos meios citadinos. Os telejornais, desenhos animados, a rádio, têm igualmente um lugar importante no processo de aprendizagem da criança, que tentará muitas vezes imitar os sons. A interacção com o bebé será importante.



CANTO NO BANHO
Um ambiente familiar rico em linguagem oral e variedade sonora gera maiores aptidões linguísticas e musicais. Enquanto dá banho ao seu bebé, divirta-se e divirta o bebé cantando, por exemplo, a canção:
Pelo muro acima
vai uma formiga
com a mão na testa
e outra na barriga.
Pelo muro abaixo
vai o escaravelho
com a mão na barriga
e outra no joelho.
Ao dizer "muro acima", suba com a mão ou a luva pelo braço do bebé
acima, e o inverso quando disser "pelo muro abaixo". Pode cantar
outras canções que falem da água.



UM BARQUINHO
O equilíbrio da pessoa depende muito do amor e do carinho vivido nos primeiros anos. Quando der banho ao bebé na banheira, sente-o, mantendo-o seguro. Movimente-o para a frente e para trás de forma ritmada, cantando-lhe uma canção relacionada com o tema da água, por exemplo:
Um barquinho ligeiro andava,
ligeirinho andava no mar.
A nuvem passou,
o mar se agitou,
o vento a soprar
e os barcos a virar.
Vem a onda,
baloiça o barquinho
e o barquinho
faz "tchape" no mar.
Quando disser "tchape", chapinhe na água.



ANDAMENTOS
As experiências rítmicas e musicais precoces melhoram o raciocínio espacio-temporal e geram maior aptidão para conceitos matemáticos. Sente o bebé na sua cadeira, à mesa, sem pratos, ou no chão. Dê-lhe uma baqueta, uma colher de pau ou uma clava. Cante uma canção, "As
pombinhas da Cat'rina", por exemplo. Acompanhe a canção tocando.
Incentive o bebé a fazer o mesmo, variando o andamento, mais rápido e mais lento.



CANÇÃO COM VARIAÇÕES
Certos jogos infantis com movimento são exercícios neurológicos que ajudam a criança a assimilar padrões linguísticos e a adquirir capacidades motoras. Além dos sons que pode fazer com a boca, a criança desenvolve a sua aptidão linguística se ouvir canções tradicionais que, além disso, beneficiam a criança em termos de integração no grupo, no Infantário e, futuramente, na Escola. Cantar com matizes diferentes, forte e piano, em registo mais grave e mais agudo, com figurações rítmicas diferentes, ajudará o bebé a desenvolver a sua capacidade linguística e musical.



PALAVRAS EM DESTAQUE
Os recém-nascidos têm muitos genes e sinapses que os tornam aptos para a aprendizagem da Música. Sente o bebé no chão e sente-se também, voltado para ele. Cante uma canção segurando as mãos do bebé, abertas. Na sílaba tónica da última palavra bata as palmas, enfatizando a última palavra:
O porquinho foi à HOR TA
e comeu uma BO LO TA.
O cão também lá quis IR
mas fecharam-lhe a CASOTA.
É bem feito porque o CÃO
tem a mania que é ESPERTA LHÃO.



SENTIMENTOS
A fala, a leitura de estórias e o canto têm efeitos muito benéficos na criança. Cantar representando sentimentos e sensações ajudará a criança a exprimir-se mais facilmente.
Eu sou tão feliz
porque estás comigo.
Eu és tão feliz
porque estou contigo.
Eu fico tão triste
quando não estás.
Tu ficas tão triste
quando não estou.
Acompanhe a canção com gestos diferentes que exprimam a alegria ou a
tristeza.


SONS LINGUÍSTICOS
Sons de intensidade forte captam mais a atenção da criança e o falar pausado facilita a distinção das palavras. Repetir sons que o bebé começa a dizer cedo, como p, m, b, d, g ou outros, juntando-lhes vogais ajuda o bebé a criar bases linguísticas para uma expressão verbal fluente. É vantajoso cantar frases ou estrofes que realcem esses sons. Outra actividade poderá consistir em cantar com os sons que o bebé faz (pá), sobre melodias conhecidas.



Fonte: meloteca, António José Ferreira

Terça-feira, 4 de Março de 2008

Mamãs Novembrinas do Forum Pink Blue

A Gravidez
Desde o momento em que soubemos que estavamos grávidas....
Foram 9 meses de um sentimento maravilhoso, a descoberta, as ecografias, os nosso bebes dentro da nossa barriga, a 1º vez que os sentimos, etc. É claro que também existiram coisas menos boas como as noites mal dormidas, as azias, enjoos, mal estar, "humor de cão", as costas, mas tambem ......
as sortudas que não tinham nada disto e puderam gozar a gravidez em pleno!!!



"A minha gravidez foi levada às mil maravilhas. Estive grávida 40 semanas e 2 dias. A primeira consulta foi às 8 semanas e coincidiu como dia 19 de Março, dia do Pai. Infelizmente, o pai acompanhou-me, mas como a consulta estava muitissimo atrasada e ele estava em horário de trabalho e não paravam de lhe ligar, não ficou para assistir...
Senti-me defraudada, pois queria que ele estivesse junto de mim...Mas pronto, o que interessava é que estava tudo muito bem comigo e com o bebé.
O bebé tinha exactamente 1 cm... A minha pipoquinha, ervilhinha, tudo em inha ou inho...Eheheh! Tive umas náuseas nos primeiros meses e fui aconselhada pelo obstetra a tomar Nausefe... Ora se eu odeio tomar comprimidos, é obvio que só tomei 1 ou 2... Enfim...
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Enjoei carne de porco com pimentão vermelho. Não podia sequer olhar para aquela carne no talho que os vómitos chegavam logo... Comi sardinhas com fartura, coisa que não ligava... Apeteceu-me pão espanhol (que os meus pais foram buscar de propósito a Espanha e chegou duro que nem um pau!). Comi toneladas de fruta...
Às 13 semanas andava a passear o meu Husky, que me deu um esticão e eu coloquei o pé no chão mal... Na altura doeu um bocadinho, mas aí ao fim de 5 minutos já não me doia.
À tarde, estava em casa, a minha mãe ligou-me e eu queria levantar-me do sofá, já não consegui... Tinha o pé extremamente negro e com o triplo do tamanho. Fui à Urgência, entrei logo para a ortopedia. Não podia fazer raio-x. A Ortopedista sugeriu uma meia elástica com talas de forma a tratar como se tivesse partido. Ela achou que o gesso era muito agressivo, pois é muito pesado e estava no primeiro trimestre ainda...Teria de andar com muletas pelo menos 3 semanas. Se persistisse, teria de lá ir ter com ela ao hospital, para colocarmos gesso. Felizmente não foi necessário.
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Dia 21 de Junho, fui fazer a ecografia morfológica. Foi aí que soubemos que ía ser uma menina. O Sérgio dava pulos de alegria dentro do consultório. Eu, confesso, que estava a pensar que era um menino...Então passa a ser uma Beatriz e não um Tiago.
Nessa ecografia vi todo sos orgãos da bebé. Foi realmente emocionante pois acho que foi a ecografia que se viu melhor tudo, talvez graças à explicação do obstetra.
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Toca a comprar muitas roupinhas cor-de-rosa!
Em Agosto, tinha companhia à tarde e à noite e engordei um "cadito":ele era crepes com gelado e topping de chocolate de leite, bolos, tostas, gelados cheios de chantilly... Resultado: uma desanda do obstetra que me perguntou se me tinha de coser a boca...
Em Setembro já me controlei no que respeita a lanchinhos...
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Dia 23 de Outubro, fui à última consulta de obstetrícia. O meu médico disse que estava tudo bem, mas que se eu quisesse, fosse ter com ele dia 26 de Outubro ou então no dia 2 de Novembro, às 8 da manhã para me fazer indução... Era uma opção minha, mas acrescentou que se ela não nascesse naturalmente, no dia 2 de Novembro teria mesmo de induzir às 8 da manhã...
Nesse mesmo dia 23 de Outubro, fui para a aula de preparação e falei com a enfermeira sobre o assunto que o médico tinha falado. Ela perguntou-me se eu queria que ela me observasse para ver o colo do útero. Fez-me o toque e ainda só tinha 1 cm de dilatação..."Toca a fazer sexo para acelerar o parto naturalmente, para evitares a indução!". Cheguei a casa e disse isso ao Sérgio, mas acho que ele teve medo de no momento me ter de fazer o parto!!!! Ehehehe! A enfemeira sugeriu que se tinha 2 datas, para aguardar até dia 2 de Novembro, ainda que não achasse correcta a indução, pois podíamos aguardar até às 41 ou 42 semanas...
Queria trabalhar até ao último dia, mas dia 29 de Outubro, levantei-me para ir trabalhar, tomei banho a muito custo e como já andava com uma tendinite horrosa há quase 3 meses, reparei que não conseguia mexer obraço esquerdo... Fui a uma consulta de urgência no Centro de Saúde e a médica que me atendeu deu-me uma desanda por ainda estar a trabalhar, pois as grávidas, ainda que saudáveis, deverão repousar no último mês, visto os bebés necessitarem de uma maior oxigenação... Lá fiquei de baixa...
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Já tinha as malinhas feitas à porta à bastante tempo e já estava à espera a qualquer momento que a minha bebé nascesse ou de lá me levantar no dia 2 e ir fazer a indução...
..........................................................Mamã Plantinha
(ficamos a aguardar os relatos das outras Mamãs)

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Mamãs Novembrinas do Forum Pink Blue

O Parto
Para umas Mamãs correu bem para outras nem por isso. As expectativas eram tantas, o medo e a ansiedade também nos acompanhavam. Tantos meses a sonhar com esta altura e quando ela chega, parece que ainda não estamos preparadas!
Mas no fim temos os nosso Bebés nos braços e vemos que valeu a pena!


"O parto não foi fácil... Já passava das 41 semanas e a Laurinha não se decidia a nascer... Ao longo da gravidez fui sentindo contracções, mas sempre indolores, daquelas e que a barriga fica apenas rija...
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A médica mandou-me estar de malas e bagagens na 2ª feira dia 19 Novembro às 9h da manhã caso a miúda não se decidisse a nascer antes... e assim foi.
Na 2ª feira, após uma noite quase em branco à conta da "excitação" lá estávamos nós nas urgências a dar entrada para indução de parto... Até aí tudo normal... análises, clister, toques, batinha da maternidade e um salto para uma sala de 3 camas... Foi-me colocado o soro e o ctg e finalmente deixaram-me um bocado em paz, o que deu para falar um bocadinho com o daddy...
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Por volta das 10 e pouco da manhã mandaram-o sair e veio o sr. enfermeiro e a médica.... 1º o enfermeiro deu conta de algo que eu já me tinha apercebido... que o ctg não estava a marcar os ritmos cardíacos certos... parecia que de vez e quando "saltava" uma batida.. eu que já estava habituada a ouvir o coração dela dei conta e perguntei ao enfermeiro se era normal. Ele disse que não e pôs-se a conferenciar com a médica sobre isso, mas ela não deu importância.. Ela deu mais importância e enfiar-me um comprimido no colo do útero, supostamente para "acelerar" o trabalho de parto, mas ao colocar o comprimido, fez tal força que, de repente, senti um "PLOC" na minha barriga e instintivamente olhei para ela... ela fez um ar de "já fiz bosta" e disse que me tinha rebentado as águas...
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Digo-vos: o rebentamento das águas foi das coisas mais desconfortáveis que já senti na minha vida... passei o resto do dia a deitar águas e ninguém me pôs nada, para além de uns
lençóis da maternidade que não ensopavam nada!!!
Como o comprimido que supostamente ela teria posto por debaixo devia ter saído com as águas, ela veio colocar-me um outro debaixo da língua...
Com o rebentamento das águas, começou o meu suplicio! As dores das contracções começaram logo em força, de 15 em 15 minutos de início! O pai continuava comigo e só não esteve presente quando não pode!! Foi incansável! Fartou-se de me abanar com o que tinha á mão e de me acarinhar! Infelizmente, a minha disposição não era a melhor....
Para abreviar, a minha dilatação foi muito lenta... por volta das 2/3 da tarde estava com 3 dedos e às 9 da noite continuava com 3/4 dedos e a miúda sem liquido amniótico desde as 10 e pouco da manhã.
Uma peripécia que fez com que o meu parto fosse ainda mais doloroso foi o facto de, por volta das 4 da tarde, me perguntarem se queria epidural e me levarem para a dita sala de parto... claro que queria epidural! Só estava de 4 dedos e fartinha de sofrer!!! Já na sala, vêm ter comigo e dizem-me que, afinal, já não podia levar epidural, porque o anestesista tinha faltado!!! Nesse momento eu já não queria saber de nada. Tentei sempre sofrer as dores, suportando-as e não exteriorizando o sofrimento... nesse momento em que me disseram isso já estava tão esgotada das dores que nem reacção tive para barafustar... mas o pai barafustou e foi pedir satisfações.... nada feito!
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Vieram então (para descargo de consciência?) colocar-me uma droga qualquer no soro, pois a partir desse momento fiquei drogada! Sentia as dores todas na mesma, mas fiquei sem reacção! Já estava com contracções de 3 em 3 minutos e ressonava nos intervalos!!! Quando acordava com a dor, ainda era pior!!!
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Por volta das 21 e tal vieram as duas médicas fazer-me um toque cada uma (talvez o 50 ésimo toque do dia - já estava toda dorida!) e só ouvi o seguinte diálogo:
- Não passa dos 4...
- Dos 4 para si, que é optimista, porque para mim nunca passou dos 3 e meio!
Saíram e voltaram a entrar passados 5 minutos e informaram que teriam de fazer cesariana, se eu e o pai concordávamos.... eu já nem tinha reacção e o pai concordou imediatamente! Despediu-se de mim, disse para eu ter força e saiu... a partir daí foi tudo muito rápido... retirar brincos, colocar algália (a pior parte!!!), andar pelo hospital de maca.... Destino: sala de operações!
Na sala, perguntaram-me se queria ficar acordada ou se queria anestesia geral. Escolhi ficar acordada.. Mais tubos nas veias, electrodotos no corpo para monitorização e administração de anestesia raquidiana... Rapidamente deixei de sentir o meu corpo do peito para baixo... Ouvi tudo e as enfermeiras foram super queridas, sempre a perguntarem se me estava a sentir bem e a fazerem festinhas na cabeça... Sentia que estavam a mexer no meu corpo, mas era indiferente, pois já não sentia dores! Um alívio!
De repente ouvi um miado!!! Era a Laurinha a dar as boas-vindas ao mundo. Lembro-me da enfermeira olhar para um relógio grande na parede e dizer:-Hora do nascimento: 22:12h!
e trouxeram a minha filha para a minha frente, para eu a ver, ainda sujinha, mas caladinha. Ficamos as duas de olhos abertos a fixarmo-nos mutuamente durante uns 10 segundos. Dei-lhe umas festinhas e depois levaram-a.
Em menos de nada, já estava eu outra vez a percorrer os caminhos do hospital de maca... Passei num corredor e estava lá o pai. Beijou-me na teste e disse que ela era parecida comigo! (eu não achei). A minha mãe também lá estava e disse o mesmo... Levaram-me para um quarto de 3 camas onde fiquei sozinha.

Passado uns minutos, veio uma médica com a Laurinha e disse-me muito docemente que iam levá-la para o UCERN (unidade de neonatologia) porque ela estava a apresentar uns batimentos cardíacos irregulares... fiquei preocupada, mas estava ainda demasiado drogada. Pude dar-lhe uns beijinhos nesse momento e a médica levou-a.

Deixaram o pai vir despedir-se de mim e depois passei a noite inteira a tremer (efeitos da anestesia), sem me conseguir mexer e a ouvir os barulhos da maternidade! Foi uma noite deveras estranha e desconfortável...
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Apesar de não ter sido o parto com que sonhei e que esperava, resta-me o consolo de estar bem e a minha filha também e de ter tido o enorme apoio do pai!
Obrigada, amor! Sem ti tudo seria bem pior!!!"
......................................................Mamã Angelab
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"No dia 1 de Novembro, comecei com umas contracções por volta das 6 da manhã... Coisa natural, pois além de estar no "tempo", a enfermeira dapreparação fez-me o toque no dia anterior...
Fui almoçar à casa da minha avó com os meus pais... Tudo sempre nascalmas... Contracções? Uma de vez em quando...
À tarde fui para casa para descansar e verificar se não me faltavanada na minha mala ou na da bebé.
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Tive ruptura da bolsa às 17 horas em ponto. Estava deitada em cima daminha cama e ia-me levantar porque o telefone tocou e senti-memolhada. Hum.. Pensei... Deve ser hoje ou amanhã será de certeza! Tocade dizer aos meus pais e ao meu "namorido"...Ora este último andava nocampo a andar de mota (ficou logo em stress!).
Os meus pais queriam era que eu fosse para o hospital... lol lol!!!! Mas eu, uma teimosa, so fui às 21 h!!!
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A caminho do hospital começo a dizer ao meu namorado: "Pára pára!!!" e ele dizia "Eu acelero para chegarmos mais depressa!". Mas lá o convenci a parar, pois precisava de andar devido às contracções. Lá andei à volta do carro, um frio danado e eu de manga curta pois tinhauns calores!!! Quem passava devia pensar: "Aquela está maluquinha!!!
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Cheguei ao hospital onde fui extremamente bem recebida por umaenfermeira. Colocou-me as perguntas da praxe, fez-me o toque e disse:"Ó... isto ainda está demorado!!! Só tem 2 cm...". Como tive ruptura da bolsa, vesti a batinha e o pai ficou comigo na sala de dilatação.
Colocaram-me o CTG, soro (lixaram-me as veias todas... mas enfim! Era por uma boa causa!) e o antibiótico.De seguida veio o "Sô" doutor fazer-me o toque e falar um bocadinho comigo. Perguntou-me se pretendia levar a epidural. Ora como tenho ouvido dizer que a dita cuja era "milagrosa" disse que sim. Para a levar, teria de fazer análises ao sangue para verificar uns valores quaisquer ...
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Tão depressa tinha calor com as contracções e pedia ao Sérgio que me molhasse com uma compressa húmida, ou depressa tinha frio e lhe pedia para ele me tapar assim que a contracção passava...
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Entretanto vieram os resultados para a epidural e o "Sô" doutor informou-me que como tinha os valores a 3.3, não podia levar a"milagrosa", visto o valor máximo seria de 0.3... Nesse momento correu-me uma lágrima, mas depressa me mentalizei que se a minha mãe me teve e outras mulheres tiveram bebés sem esta anestesia, eu também iria conseguir!
No hospital de cá o pai só pode ficar até à meia noite... depois ou fica na sala de espera ou a mãe liga para ele assistir quase na altura do parto. Ora o meu namorado tentou "empatar" o máximo de tempo para ficar lá, mas quando trocaram as equipas, teve de ir embora.
Saiu às 00.35 e disse que ia beber um café nas bombas de gasolina comuns amigos, depois iria até casa e quando fosse o "momento" que eu lhel igasse.
Às 00.40 colocaram-me a oxitocina. Acho que ao fim de um minuto ou 2, as contracções começaram a ser seguidinhas! A comparação que tenho daquelas contracções eram pontapés com imensa força na barriga!!!!
Entretanto, com as dores comecei a mexer-me e o CTG deslocou-se e começou a apitar... Comecei a ter vontade de fazer força, mas a enfermeira, antes de meter a oxitocina disse que ainda só tinha 3cm... A partir daí, eu só pedia à enfermeira para esperar se as contracções passavam um bocadinho para ela voltar a colocar o CTG...
Ela não conseguiu voltar a coloca-lo na minha barriga!
Ào fim de 10 minutos de ter a oxitocina eu já só tinha era vontade de fazer força...
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Insisti com a enfermeira que me voltasse a fazer o toque, quando a ouço a chamar outra enfermeira e a dizer: "É agora! Vamos!". O que pensei nesse momento (taralhoquice minha!!!) era que iam fazer-me uma cesariana... A enfermeira só me disse: " Se o pai é para assistir, tem de vir agora! Já!".
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Nem associei que se fosse cesariana ele não podia assistir!!! Mandaram vir uma cadeira de rodas... Não estava a perceber o que me ia acontecer, nem conseguia perguntar, pois por mais dores que tivesse, estava bastante controlada, calma...
A pressa da enfermeira é que às 00.50 tinha a dilatação completa (10 minutos após a oxitocina!)! Tive de ir para a sala de partos de cadeira de rodas pois ela já começava a sair. A enfermeira é que ligou ao pai para ele ir pois a bebe estava a nascer e eu nem conseguia falar...
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Quando o pai entrou estavam mesmo a puxá-la! Com 3 forças a Beatriz nasceu! Tal não foi a pressa dela querer nascer que nem houve tempo para o pai colocar bata na sala de partos!
Se querem que vos diga, se fosse pela gravidez e pelo parto podia ter mais 20 filhos!!! lolol! Sou do género dor de dentes é mesmo muito pior (e eu que o diga que estive internada por causa de uma!)!
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Agora aqui tenho uma menina linda, muito simpática e tranquila. Nasceu no dia 2 de Novembro de 2007, com 2,680 kg, 47 cm e 32,5 cm de perímetro cefálico. É a melhor coisa das nossas vidas e estamos nas nuvens a curtir cada segundo com a nossa filhota!
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Quanto ao Hospital de Évora só posso dizer bem. Quer as enfermeiras, estagiários, administrativas, médicos obstetras e pediatras, auxiliares do hospital e da limpeza, todos 5 estrelas!"
...............................................Mama Plantinha
(ficamos a aguardar os relatos das outras Mamãs)

Mamãs Novembrinas do Forum Pink Blue

Amamentação


O momento mais Intimo, mais bonito, cheio de Amor, Ternura que uma Mamã pode partilhar com o seu Bebé! Vale a pena superar todos os obstáculos e conseguir amamentar, nem que isso signifique fazer sacrificios até à ultima gotinha.
6 meses de Amamentação em exclusivo será o objectivo para muitas mamãs!



"Ao início não foi fácil e cheguei a pensar que nunca iria amamentar, pois assim que nasceste foste logo para a pediatria e ficaste lá 3 dias... alimentada a biberão!! Eu bem que ia lá a todas as horas, mas tinha muito pouco colostro e tu bebias 45 ml na boa!

No penúltimo dia, quando tiveste alta e eu saí contigo da unidade da pediatria para a maternidade, perguntei a uma das enfermeiras:
-E agora? Eu não tenho leite para lhe dar.....

Ela respondeu (muito simpaticamente):
-Oh mãe, leve lá o bébé! Se não cuidar bem dele, ele volta para cá! (Não sei como há gente que pode trabalhar em hospitais e maternidades a responderem assim...)

A minha resposta foi:
- Ela não está aqui por minha causa, está aqui se calhar por vossa causa! (por terem atrasado tanto a cesariana a Laura tinha entrado em sofrimento)

Saí de lá de lágrimas nos olhos directa à maternidade, ao meu quarto... Nesse dia passei a tarde inteira de peito ao léu a tentar dar-lhe, ora de uma, ora de outra... ela lá ia choramingando, mas bebia! Não foi preciso pedir leite artificial às enfermeiras, pois nessa noite, antes de me deitar, comecei a sentir os peitos quentes, muito quentes... e vi logo que era a subida do leite!

Tive de tirar com uma bomba da maternidade e tinha imenso leite!

Nunca mais tive de lhe dar leite artificial... Ainda que, de vez e quando, devido aos surtos de crescimento, ela choramingue a pedir mais... é uma questão de um dia, no outro o meu peito já produz mais leite, como ela precisa...

Gostava de poder amamentar pelo menos até aos 6 meses, mas isto não é como nós queremos, mas sim como acontece...

É um prazer enorme poder alimentar a minha filha em qualquer lugar e sem stresses e, no fim, receber um sorriso dela ou ouvir um arroto enorme! E aquele ar de satisfeita... não tem preço!!!"

........................................................Mamã Angelab

Mamãs Novembrinas do Forum Pink Blue

1º Mês
Ninguém me disse que iria ser tão difícil!



Neste tema iremos relatar todas as dificuldades que sentimos, os medos, receios, incapacidades, fraquezas, espectativas, alegrias, surpresas, emoções, tudo o que tenha feito parte desta maravilhosa experiência que começou no 1º dia em que levamos os nosso bebés da maternidade para casa.



"Para mim o pior foram as melgas das visitas.
O meu filho nasceu no dia 7 e eu vim para casa no dia 9, como a minha mãe fazia anos no dia 10 tive que improvisar um lanchinho cá em casa e vieram a minha mãe, a minha irmã e o meu sobrinho. Claro que no dia seguinte não tive moral para dizer à minha sogra para não vir porque ela sabia que no dia anterior tinha cá estado a minha mãe... só que veio ela e trouxe uma irmã e a chata da sobrinha que passou a tarde toda a mexer em tudo e a abrir as portas todas como se estivesse em casa dela e a mal-educada da mãezinha nem sequer a chamou à atenção. Para além disso, a melga da sogra e irmã passaram o tempo todo a tentar acordar o André porque lhe queriam ver a cor dos olhos! Estava passada, tive que me sentar ao lado da alcofa tipo gata assanhada e não deixei ninguém aproximar-se, sequer. Que parvas! Parece que não tiveram filhos, será que não se lembram que quando foi a vez delas também estavam cansadas e queriam era que as deixassem sossegadas com o bebé e respectivo pai? E será que não se lembram que os receém-nascidos passam os primeiros dias todos a dormir? Enfim...
Depois disso ainda tive que aturar a sogra a ligar quase todos os dias (até que deixei de atender o telefone) e a aparecer cá por casa, às vezes sem avisar e tive que lhe dizer directamente que se continuasse a aparecer sem avisar podia bater com o nariz na porta. Acho que percebeu... De vez em quando ainda sugere que se fôr preciso ir às consultas ou vacinas que ela pode levá-lo, e eu respondo sempre que ele tem mãe, felizmente. E continua com a mania de cada vez que me vê chegar com o ovo mo vir tirar das mãos com a desculpa que é muito pesado, como se eu não tivesse força para carregar com o meu filho, e quando chega a minha casa e ele está no meu colo vem logo tirar-mo, até ao dia em que eu esteja virada do avesso e lhe dê uma rosnadela!
Quanto ao bebé, acho que as maiores dificuldades que tive no 1º mês eram não conseguir perceber bem o que ele queria. Quando ele chorava de hora a hora eu nunca sabia bem o que era: será fome outra vez? será frio? será calor? será a fralda? E claro, havia sempre uma alminha por perto a dar palpites: ai, o menino tem fominha; ai, o menino tem frio, coitadinho que tem as mãos geladas; ai, o menino isto, ai o menino aquilo. enfim...
..............................................................Mamã Miosotis


"O meu 1º Mês foi bastante complicado... Inicialmente o medo de não estar à altura e não conseguir ser uma boa Mãe, depois o medo da responsabilidade, depois medos por tudo e por nada mas que passaram depressa. As visitas não me incomodaram, pois ficaram proíbidas de ir a casa até novas ordens ah ah ah. A minha Bendita Mãezinha foi (e continua a ser) uma ajuda imprescindivel. A Sogra apesar de mais longe vai ajudando no que pode.
Falando de choros, não é fácil perceber os choros do nosso bebé mas com o tempo começamos a perceber cada um deles.
A minha grande preocupação neste 1º mês foi uma mini-depressão pós-parto(2 semanitas), a icterícia e os seus valores elevados e a dificuldade do meu filho em mamar.

Inicialmente o meu Miguelito não era muito fã de comer e em vez de recuperar o peso perdido baixou muuuito, mais do que era suposto e ainda por cima estava com icterícia. Uma semana depois de nascer estava internado na MAC para fazer uma sessão de "solário". Voltamos para casa já com os níveis mais baixos mas ele continuava a comer mal. Muito renitente, contrariada e infeliz tive de começar a dar suplemento pois o que interessava na altura era que ele começasse a engordar. Foi muito doloroso para mim.
Passado 2 semanas lá me fui habituando à ideia mas infelizmente o problema não residia só no facto de não amamentar em exclusivo, naquele momento estava também a perder o meu leite. Cada dia que passava tinha menos. Até que chegou o dia em que nem uma gota saiu. Chorei, desabafei e depois resignei-me à minha condição de mãe de biberão!
Mas no meio disto tudo o meu Bebé recuperou lindamente até aos dias de hoje!
Tirando todas estas preocupações a gestão do tempo também foi complicada. De um momento para o outro pensamos em fazer as tarefas, e até as enumeramos, mas o tempo só dá para: maminha, arrotos, fraldas, dormitar 2 horas, um banho muito rapidinho e petiscar qualquer coisa que se mandou vir através de uma empresa de catering.
Sim, parecia uma zombie!
Hoje já me consigo rir e pensar: "Como é que se conseguiu aguentar esta fase?"
.............................................................Mamã Zenite
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Ao contrário do que sempre pensei e do que acontece na generalidade,felizmente não tenho nada do que me queixar no 1º mês... A Beatriz sempre deu óptimas noites na caminha dela. Nunca teve uma cólica. Senti que, o facto de ler muito sobre gravidez e bebés, participar em foruns da especialidade permitiram-me ganhar na teoria e depois apliquei na prática. Esta teoria não foi só durante a gravidez! Desde que a minha afilhada que tem 5 anos nasceu, que a temática me interessava. Não tive medo de lhe pegar ao colo, não tive medo de lhe dar banho, nem de lhe trocar fraldas ou mudar a roupa. Desenrasquei-me mesmo muito bem! A única coisa que tinha era muito cansaço, pois não dormi as 3 primeiras noites a olhar para a Beatriz, a pontos de me deixar dormir e ter deixado queimar a bomba do leite... Nunca tive cá ninguém na minha casa ajudar, porque não quis. Só queria estar a lamber a minha cria juntamente com o papá... Só nós os 3... Parecia que não existia mais nada, nem ninguém! Nunca tive receio de ir a algum lado com a minha filha sózinha e ela nunca foi impedimento para ir ao supermercado, lojas, restaurante ou outro local (não fica com ninguém, pois ela vai para onde eu for!!!)! Apenas deixei de ir ao cinema! O primeiro jantar que fizemos os 3 na nossa casa (no dia que sai dohospital) foi feito por mim. Aí quando estávamos a jantar é que comecei a chorar a dizer ao pai: "A nossa vida mudou! A nossa vida mudou! Já não somos 2, mas sim 3...!"... Ele assustou-se um bocado pois eu não conseguia parar de chorar... Mas eu estava a chorar de alegria... Por estarmos os 3 ali juntinhos...
Quanto à recuperação pós-parto foi uma maravilha! Os pontos foram absorvidos pela pele e ao fim de 5 dias de ter tido a Beatriz tirei os únicos pontinhos que faltavam cair. Sentava-me de qualquer maneira.Voltei ao meu peso em 15 dias (engordei 9 kilos...). Portanto só tenho a dizer bem do 1º mês e espero que assim continue!
................................................Mamã Plantinha
(ficamos a aguardar os relatos das outras Mamãs)

Mamãs Novembrinas do Forum Pink Blue

A partir de hoje teremos no Blog a participação das Queridas Mamãs de Novembro de 2007 do Forum Pink Blue - As Novembrinas! (eu inclusive ah ah ah)

Iremos descrever as nossas experiências relativamente à nossa nova condição: Ser Mãe!!!!

Vão ser colocados dentro deste tópico, vários temas propostos pelas mesmas, que passam desde o momento em que souberam que estavam grávidas, até à fase actual de desenvolvimento dos seus Bebés. Falaremos da Gravidez, do Parto, da Amamentação, da Relação dos Bebés com outros Familiares, das nossas Mães e Sogras, etc.

Esperemos que as nossas participações ajudem a tirar algumas dúvidas às Pré-Mamãs e a todos os interessados.

Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

A Alimentação no 1º ano de vida


Chegando perto dos 4 meses as Mamãs começam a preocupar-se com o que irão dar aos seus Bebés como novos alimentos. Que cuidados tomar? Quais os alimentos? Porque as Alergias?Com que intervalo se devem introduzir os novos alimentos? Qual a sequência habitual de introdução de novos alimentos ? Que tipo de papas de cereais se utilizam na alimentação dos Bebés? O que é o glúten e porque é que se desaconselha a sua administração antes dos seis meses de vida? Como se prepara a sopa de legumes? Etc.
Achei importante partilhar com as Mamãs que estão nesta etapa, alguns conselhos de uma especialista.

Durante quanto tempo pode manter-se uma alimentação exclusivamente à base de leite?
A partir do segundo semestre de vida o leite, humano ou artificial, não é suficiente para cobrir as necessidades energéticas e nutritivas, tornando-se necessários outros alimentos complementares , que forneçam nutrientes, vitaminas e ferro. Se a criança mantiver uma alimentação exclusivamente láctea depois dos seis meses , corre o risco de não manter uma progressão adequada de peso, desenvolver anemia por falta de ferro e sofrer carências vitaminicas."
Porque é que a introdução de novos alimentos só deve ser iniciada entre o quarto e o sexto mês de vida?
A idade aconselhada para introduzir novos alimentos na alimentação do bebé, para além das necessidades nutritivas já referidas, está associada a factores de maturação e desenvolvimento do aparelho digestivo, da função renal e do sistema nervoso central. O bebé entre os quatro e os seis meses torna-se capaz de se sentar com ajuda, tem um bom controlo da cabeça e do pescoço, inicia movimentos de mastigação, usa a língua para introduzir alimentos na boca e está apto a aceitar comida de consistência mole, dada à colher. Antes desta idade possui um reflexo que o leva a projectar com a língua os alimentos colocados na sua extremidade anterior, o que dificulta a administração de alimentos à colher. Por outro lado, antes dos quatro meses de idade as funções digestiva e renal do bebé são imaturas, o que torna prejudicial a oferta precoce de outros alimentos.
Quais são as desvantagens da introdução precoce de novos alimentos?
A introdução precoce de novos alimentos interfere no aleitamento materno, aumenta o risco de aparecimento de alergias alimentares, altera a regulação do apetite, aumenta o risco de infecções e prejudica o funcionamento do rim. A insuficiente coordenação dos movimentos de mastigação dificulta a adaptação aos alimentos sólidos.

Qual é habitualmente o primeiro alimento oferecido a um bebé que inicia a diversificação alimentar?
O primeiro alimento que habitualmente se oferece ao bebé a seguir ao leite é a papa de cereais. O bebé que inicia a sua diversificação alimentar tem de se adaptar não só a uma nova consistência dos alimentos (que passam de líquidos a semi sólidos e depois a sólidos), mas ainda a novos sabores. A maior proximidade de sabores entre o leite e a papa facilita a adaptação do bebé aos novos alimentos, mas não há nenhum inconveniente se o primeiro alimento oferecido for a sopa de legumes.
Com que intervalo se devem introduzir os novos alimentos?
Os novos alimentos introduzem-se de forma individualizada (um alimento de cada vez), com intervalos de três a cinco dias, para observar o possível aparecimento de intolerâncias alimentares e dar tempo ao bebé para se acostumar aos novos sabores.
Qual a sequência habitual de introdução de novos alimentos ?
A introdução de novos alimentos deve ser feita progressivamente, obedecendo às capacidades digestivas da criança e retardando a oferta de alimentos com maior potencial alergénico.

O calendário da diversificação alimentar deve ser o seguinte :

0 - 6º mês Leite materno ou leite adaptado

4º -6º mês Cereais sem glúten

5º -6º mês Frutas, verduras e carne

7º -8º mês Cereais com glúten

8º -9º mês Iogurte natural

8º -10º mês Gema de ovo, peixe branco

12º mês Leite de vaca inteiro, ovo inteiro"
Que tipo de papas de cereais se utilizam na alimentação dos bebés?
Apesar da grande variedade de papas existentes no mercado, podemos classificá-las em dois grandes tipos: as papas lácteas e as papas não lácteas. As papas lácteas são aquelas que contêm leite na sua composição, devendo ser preparadas apenas com água; as papas não lácteas não têm leite e devem ser preparadas adicionando-as ao leite utilizado pelo bebé. Até ao sexto mês as papas dadas ao bebé só devem conter cereais sem glúten.

O que é o glúten e porque é que se desaconselha a sua administração antes dos seis meses de vida?
O glúten é uma proteína existente nalguns cereais (trigo, centeio, cevada e aveia), causadora de uma reacção de intolerância a nível intestinal, nalgumas crianças portadoras de uma doença hereditária que se chama Doença Celíaca. A doença Celíaca, que pode afectar crianças ou adultos, manifesta-se nas crianças a partir do primeiro contacto com alimentos que contenham glúten. Esta doença manifesta-se por diarreia persistente, aumento insuficiente de peso, atraso de crescimento, má absorção dos alimentos e desnutrição. O facto de se introduzir um pouco mais tarde as farinhas com glúten (depois dos seis meses) não impede o aparecimento da doença Celíaca, mas adia as suas manifestações para um período menos frágil da vida da criança.
Como se prepara a sopa de legumes?
A sopa de legumes deve ser, inicialmente, fluida e à base de batata, cenoura e um pouco de azeite, aumentando-se progressivamente a sua consistência até se tornar um puré. Posteriormente, e a intervalos regulares, devem ser introduzidas verduras e outros legumes. A carne, adicionada em pequenas quantidades entre o quinto e o sexto mês, até atingir cerca de 40 gramas por dia, deve ser passada juntamente com os legumes. Embora se possa enriquecer a sopa com a utilização progressiva de novos legumes e realçar o seu sabor com o uso de temperos
como salsa e coentros, não deve utilizar-se sal porque o seu uso está contra-indicado no primeiro
ano de vida , por representar uma sobrecarga para o rim e poder predispor o aparecimento de
Hipertensão Arterial.
Quais são os alimentos que apresentam maior risco de causar alergia se forem introduzidos precocemente?
Embora qualquer alimento potencialmente possa ser causador de uma alergia, há certos alimentos que têm maior poder alergénico, devendo evitar-se a sua introdução precoce, particularmente se há história familiar de alergias. Por este motivo, o peixe só deve ser administrado por volta do 8º mês, a gema de ovo entre o 8º e o 10º mês, enquanto a clara do ovo, os morangos, a laranja, e o kiwi só se devem dar depois dos 12 meses.
Que tipo de iogurtes devem ser dados aos bebés?
O iogurte que se dá antes do 1º ano de idade deve ser o iogurte natural, sem açúcar, a que se pode adicionar fruta fresca passada, ou 2 bolachas tipo Maria. Deve evitar-se dar aos bebés iogurtes de sabores porque são enriquecidos em açúcar.

Os bebés devem comer alimentos com açúcar?
O açúcar, tal como o sal, deve estar totalmente ausente da alimentação no 1º ano de vida, porque predispõe ao aparecimento de obesidade, diabetes e cáries dentárias. O açúcar que existe de forma natural em alimentos como o leite, a fruta, as batatas, etc. é suficiente para as necessidades do organismo.
Porque é que não se deve dar leite de vaca inteiro antes dos doze meses de idade? O leite de vaca está adaptado ao crescimento muito rápido da espécie bovina no 1º ano de vida. Por esse motivo o seu teor de proteínas é muito elevado em relação às necessidades da espécie humana, o que provoca uma sobrecarga renal prejudicial e inútil. O consumo de leite de vaca inteiro provoca ainda perdas microscópicas de sangue gastro-intestinal, que associadas ao seu baixo teor em ferro, aumentam a incidência de anemia por carência de ferro aos 12 meses de idade. Por estas razões, na impossibilidade de dar leite materno, devemos utilizar até ao ano de idade um leite adaptado, que apesar de derivado do leite de vaca, se aproxima nas suas características do leite da mulher.

Qual é o número de refeições adequado quando se faz a diversificação alimentar? Na idade em que se faz a diversificação alimentar a criança faz habitualmente cinco refeições, prescindindo da refeição da noite até ao fim do primeiro ano. Quando se inicia a diversificação alimentar, começa-se por substituir uma das refeições de leite, geralmente o almoço, por uma papa láctea sem glúten. Ao fim de algum tempo, depois da criança se adaptar ao uso da colher e ao sabor da papa, inicia-se a sopa de legumes ao almoço, passando a dar-se a papa à hora do jantar. Quando a criança começa a comer papa ao jantar pode deixar de pedir a refeição de leite da noite, ficando apenas com quatro refeições. Terá então uma refeição de leite ao acordar e outra ao lanche, uma sopa com carne seguida de fruta ao almoço, e uma papa láctea ao jantar. Este esquema de quatro a cinco refeições mantém-se até aos doze meses, podendo a partir dos nove ou dez meses fazer-se duas refeições de legumes com carne ou peixe numa delas apenas, alternando a papa com o iogurte ou o leite à hora do lanche.

Autor: Dra Ana Ferrão in MedicoAssistente

São as coisas simples que fazem os nossos Filhos Felizes

Enviaram-me um video por email que não resisti em partilhar com todos. Acho que é a prova de que os nosso filhos só precisam da nossa atenção e de algo simples, para expressarem a sua Alegria pela Descoberta do Mundo. Eu sei que nos dias de hoje todos nós nos preocupamos em comprar brinquedos bastante complexos para o correcto desenvolvimento dos pequenos, mas por vezes exageramos e esquecemos das coisas mais simples. E nunca esquecer, que nada disto teria estas proporções se não fosse partilhado com os seus pais. Acho delicioso ouvir gargalhadas de um bebé!!

video

Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Crianças e Animais de Estimação


Uma mãe ofereceu ao filho de seis anos um porquinho-da-Índia pelo Natal. A ideia era a criança "aprender a ter responsabilidades tratando dele". O miúdo queria mesmo era um cão, mas a mãe achou que era melhor começar com algo mais pequeno, que não desse muito trabalho…
Um ser vivo não deve ser transformado em brinquedo educativo…
Como ensinar, então, uma criança a ser responsável?
Dar o exemplo.
Não se pode ensinar a responsabilidade dando a uma criança uma tarefa maior do que as suas capacidades. Os pais podem dar tarefas ligadas a alguns cuidados ou actividades a ter com o animal, dando o exemplo, mas sem que haja dúvidas sobre de quem é a responsabilidade final sobre esse mesmo animal.

Ao decidir "dar" à criança um animal de estimação a pergunta deve ser: O adulto quer mesmo ter um animal de estimação?

Responsabilizar-se pelo animal
À criança deve ser dito que não se pode ter um animal sem ter a idade necessária para tomar totalmente conta dele. Tomar conta dele não é apenas dar-lhe de comer, limpar o seu espaço, providenciar o seu exercício. Tomar conta dele é também poder (e querer) gastar dinheiro com ele, poder (e querer) deslocar-se ao veterinário e dispor do espaço adequado para o animal viver com qualidade durante todo o seu tempo natural de vida.Estes critérios excluem, assim, as crianças, os adolescentes e muitos jovens adultos. Certo, e excluem também (infelizmente) muitos adultos.
O animal é que paga…Dar um animal para uma criança "tomar conta dele" é um desviar da atribuição da responsabilidade e pode ter consequências negativas (também) sobre o animal.Essas consequências vão desde a má alimentação aos maus tratos e culminam no abandono: "A minha filha cresceu, saiu de casa e já não acha piada ao bicho… E eu não tenho paciência para tratar dele.". E o animal, de meia idade, dificilmente será adoptado.Quem será responsável? Quem achou amoroso um gatinho bebé? Quem se esqueceu do tempo médio de vida do animal? A responsabilidade foi delegada na filha, que não estava à altura.

A esperança de vida do animal
Cada animal tem as suas características próprias, hábitos e necessidades, que devem ser maduramente ponderados. Para além disso, cada espécie tem uma esperança de vida média que deve ser considerada. O adulto responsável deve ter consciência destes factores e assumir o animal de estimação com a responsabilidade necessária a quem tem de cuidar (bem) de um ser vivo. Podem ponderar-se alternativas, até porque as condições que, a dado momento eram ideais ou adequadas, podem mudar - mas o bem-estar de todos deve ser garantido: pessoas e animais.


Ensinar a irresponsabilidade
A triste verdade é que muitos animais vivem nas condições que são escolha/conveniência das pessoas e muitas vezes demasiado inadequadas aos hábitos naturais do animal.E diz o adulto: "Estou a ensinar o meu filho a ser responsável. Ele tem de tomar conta do animal sozinho."Se faltar a água, se o animal estiver sujo, se a comida for pouca, inadequada ou demasiada, se o animal estiver adoentado ou infeliz - se o animal "viver" no quarto da criança, por exemplo, será que o adulto se apercebe?Na verdade, esse adulto está a ensinar que é aceitável pôr a vida de um ser vivo nas mãos de quem pode (ainda) não ser responsável para se ocupar (sem ajuda) dele.E isso é ensinar a irresponsabilidade.

Afinal, é bom ou não "dar" um animal de estimação a uma criança?
É bom, claro, mas deve reflectir-se em conjunto sobre as implicações de o ter - é um ser vivo.

O animal "é" da criança, mas o adulto tem de estar perfeitamente consciente de que é ele que se tem de responsabilizar, em última instância, por "ter" o animal- ensinar a responsabilidade.


In Site Junior

BABY BLUES



Quando li o primeiro livro e logo nas primeiras tiras fiquei apanhada por esta banda desenhada, então resolvi começar a comprar alguns dos livros.
Esta imagem foi do 1ºdia de Maternidade da Wanda! Aposto que todas nós passamos pelo mesmo, 9 meses há espera e depois...e agora? Onde está o livro de instruções?
Quem tem filhos e conhece esta colecção sabe do que estou a falar. Cada tira retrata o dia-a-dia de um casal com filhos: as mesmas dúvidas, as mesmas desgraças, as mesmas alegrias e as mesmas situações. É impressionante mas passamos todos pelo mesmo: as horas mal dormidas, os choros constantes (não me posso queixar) as birras insuportáveis, etc.
Aconselho vivamente a quem foi Pai ou Mãe há pouco tempo a iniciar esta deliciosa e bem disposta aventura dos Baby Blues.
Entretanto vou colocando semanalmente algumas tiras do dia a dia de uma familia com bebés.

Babyoga - Prática entre Pais e Bebés




Babyoga!!
Confesso que quando tomei conhecimento do Babyoga os meus olhos brilharam de entusiasmo por haver uma nova actividade holística para poder partilhar com o meu filho (isto ainda na gravidez).

Tentei pesquisar na internet e recolhi informações de todos os sitios. Cheguei à conclusão que em Portugal a única pessoa devidamente credenciada para exercer e ensinar esta actividade era a Sandra Matos, instrutora de Yoga para Bebés certificada pela Itsy Bitsy Yoga International -Spirit Into Life Inc.


O Babyoga nasceu do trabalho Helen Garabedian professora de Hatha yoga e especialista da área do desenvolvimento infantil, que acredita que há mais de 5000 anos, quando o yoga começou a ser desenvolvido, os mestres estudaram as posições dos Bebés e Animais para criar as posturas do yoga. Assim os adultos retornam a um estado de inocência e felicidade ilimitado na criança.


O babyoga resulta de uma mistura entre a adaptação de posturas do yoga clássico aos bebés, à prática de movimentos desenvolvidos para estimular a integração sensorial do bebé. É uma prática em conjunto entre pais e bebés.

Esta actividade tráz muitos benefícios tanto para o bebé como para os pais que com ele praticam.

Benefícios da Prática de Babyoga Para os Bebés: Sono de maior qualidade; Melhora a digestão e alivia as dores das cólicas; Reduz a inquietação e irritação; Ajuda o desenvolvimento neuro-muscular; Aumenta a auto-confiança e auto-estima; Fortalece o sistema imunitário; Aumenta a consciência corporal e espacial; Promove uma actividade física estruturada, intencional e segura.

Benefícios da Prática de babyoga para os Pais: Construção de um vínculo afectivo profundo; Sono de maior qualidade; Aprender a acalmar o bebé; Ajuda a adquirir confiança; Reduz o stress e a ansiedade; Aprende-se técnicas de meditação; Partilha de opiniões e experiências em grupo.

Claro que depois de todas estas informações fomos nos inscrever no curso que começou este mês de Fevereiro. Sempre pensei que o meu pequenito fosse gostar, só não estava á espera que ele fosse AMAR e divertir-se tanto.

Quem diria...com 3 meses e já se vê um futuro yogi. Ah ah ah ah !

Eu tenho tudo de bom a dizer, a Sandra é fantástica, a actividade também, o ambiente de Harmonia e Amor.....enfim, sem palavras só emoções.


Recomendo a todas as Mamãs e Papás que queiram partilhar de 45 minutos em plena Harmonia e sintonia com os vosso bebés!

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Mamãs, Bebés e Companhia. Iniciando um blog



Pois é meus amigos, decidi iniciar um blog nesta fase tão importante da minha vida: o nascimento de um filho. A vida de qualquer mãe muda depois deste grandioso acontecimento. Desde a gravidez que tomamos consciencia do mundo de uma forma diferente, começamo-nos a interessar por assuntos diferentes e tudo gira em volta deste novo ser.
Passado 3 meses do nascimento do nosso Miguel, comecei a ter necessidade de partilhar as informações e conhecimentos que fui acumulando desde a gravidez até aos dias de hoje.
Fui entrando em alguns foruns desta temática e aprendendo cada vez mais com a sabedoria de todas as mamãs. É muito bom podermos partilhar informação e sairmos todas nós mais sabedoras e mais evoluídas deste convivio. Mas faltava-me mais qualquer coisa..... algo pessoal, uma criação minha, de mim para todo o mundo.
E porque não um blog relacionado com tudo o que tenha a ver com Mamãs, Bebés, Crianças e por aí fora? E se tiver a participação de outras Mamãs e profissionais da área?? Melhor ainda!
E é com esta ideia que decidi criar um blog para tratar de assuntos como Alimentação, Pedagogia, Psicologia, Brincadeiras, Higiene, Curiosidades, Jogos, Dicas, Histórias, Creches e tudo o que tenha interesse...
Espero poder ajudar com temas interessantes e inovadores e tirar dúvidas do que se souber partilhar.